“Sindicatos fortes Brasil mais justo”

Políticos, lideranças partidárias e ativistas de movimentos sociais defenderam união em defesa da democracia e o respeito ao diálogo durante a abertura do 3º Congresso da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros). Com participações diversificadas, intercalaram-se nas falas desde nomes da esquerda, como Guilherme Boulos (Psol) e Flávio Dino (PSB), até representantes de campo liberal, como o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP). Com o tema “Sindicatos fortes, Brasil mais justo”, o evento virtual contou com a mediação do presidente da central, Antonio Neto (PDT). As manifestações dos convidados, em vídeo, foram gravadas previamente e transmitida durante o encontro. Críticas ao presidente Jair Bolsonaro e seu governo foram quase unânimes nas falas.

Presidentes de outras centrais sindicais, como Sérgio Nobre, da CUT (Central Única dos Trabalhadores), também participaram. O 1º a falar foi Ciro Gomes (PDT), aliado e companheiro de partido de Neto. O pré-candidato à Presidência da República disse que o país passa pelo “mais grave e profundo buraco na história republicana brasileira”. Sem citar nomes, afirmou que a polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “superficial e despolitizada”. Ciro defendeu seu projeto nacional de desenvolvimento, proposta apresentada em suas campanhas anteriores ao Palácio do Planalto. Afirmou que é preciso estudar um novo modelo econômico e um novo modelo de governança política. “É para isso precisamos da militância de uma classe trabalhadora informada e militante.”Outros nomes que já foram cogitados para disputada eleitoral à presidência também defenderam projeto para o país que retomada na criação de empregos e combata a pobreza.

O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e nome do Psol nas eleições presidenciais de 2018, Guilherme Boulos, ressaltou que as conquistas sociais de direitos dos trabalhadores estão sob forte ameaça. Também atacou as reformas da Previdência, Trabalhista, e as privatizações de empresas estratégicas para o Estado. Já o governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), afirmou que preciso fortalecer a organização dos trabalhadores, segundo ele o sindicalismo foi muito atacado nos últimos anos e que também falta consciência e mobilização. Dino ainda defendeu adoção de um regime legal justo, que preserve a dignidade e o poder de compra dos trabalhadores para movimentar a economia.

Geraldo Alckmin (PSDB) cotado para disputar o governo de S. Paulo, para ressaltar o evento reproduziu a fala do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que defende os sindicados.

“Os EUA não foram construídos por wall street, forma construídos pela classe média, e os sindicatos construíram a classe média. Os sindicatos colocaram poder nas mãos dos trabalhadores, eles nivelam o jogo, ele te dão uma voz mais forte. Por sua saúde, sua segurança, salários maiores”,

disse o norte-americano.

Entre outros no evento estavam, Kim Kataguiri, Carlos Lupi, Baleia Rossi, todos louvam a democracia e a pluralidade das ideias, bem como o respeito, porque todos querem uma saída, assim, o debate vem contribuir para a melhor solução entre várias questões de ordem. Afinal, todos tem algo em comum, o melhor para o Brasil.

Fonte: Poder 360 Data: 20.09.2021 (segunda-feira) – Horas 14h23

Marisa Pereira