Manchete nos Jornais deste Domingo, 05 de Dezembro de 2021

Projeto de reforma trabalhista libera expediente dominical
Estudo encomendado por ministério sugere 330 mudanças na lei; pasta afirma que haverá diálogo com sociedade. ão ao menos 330 alterações em dispositivos legais. Há a inclusão de 110 regras —entre artigos, parágrafos, incisos e alíneas—, a alteração de 180 e a revogação de 40 delas.Caso seja aprovada a mudança em relação aos domingos, um trabalhador poderá ter direito a folgar nesse dia apenas um aveza cada dois meses —a medida já havia sido tratada na tramitação da MP que deu origem à Lei de Liberdade Econômica. A proposta dos especialistas altera o artigo 67 da CLT e diz que “não há vedação ao trabalho em domingos, desde que ao menos uma folga acada 7( sete) semanas do empregado recaia nesse dia”.Na justificativa da mudança, os especialistas afirmaram que “atualmente um dos maiores desafios que o mundo enfrenta é o desemprego”. “Hoje, para trabalhar aos domingos e feriados, é necessário: estar na lista de atividades autorizadas pela Secretaria Especial do Trabalho [convertida em ministério], ou possuir autorização de entidade sindical, mediante convenção ou acordo coletivo”. A sugestão prevê acordo individual. A medida, segundo o relatório, pode trazer benefícios para os níveis de emprego. O estudo pretende fazer “a sintonia fina da reforma trabalhista de 2017”. Para isso, há sugestões sobre trabalho intermitente, correção pelo IPCA-E e indenização por danos morais. O Gaet foi criado em 2019. (Folha)

BC prepara moeda virtual para ampliar meios digitais de pagamento
Exclusivo para transações eletrônicas, real digital pode começar a ser testado em 2022. Depois do sucesso do Pix, o Banco Central quer ampliar as formas de pagamento no País com o real digital, a versão virtual da moeda brasileira, informa Thaís Barcellos. A instituição avalia possibilidades de uso e a capacidade de execução de projetos e prevê começar testes com grupos específicos até o fim de 2022, mas não há prazo para o sistema ser implantado. O real digital – que só poderá ser usado em transações eletrônicas e será armazenado em carteiras digitais de instituições financeiras – tende a facilitar e baratear a criação de contratos de empréstimos personalizados e pode favorecer a integração com sistemas de pagamentos internacionais, permitindo compras no exterior com conversão imediata. “O Banco Central quer uma maior eficiência de troca em um mundo digital.” (Estado)

Carro caro deve se tornar o novo normal no país
Preço do zero-quilômetro subiu 30% nos últimos 12 meses, diz consultoria.O carro popular que custava R$ 45 mil em 2020 hoje é vendido por R$ 70 mil, e presidentes de montadoras anunciam o reposicionamento das marcas. O mercado automotivo nacional mudou com a pandemia, e há várias razões para isso.O primeiro motivo já é conhecido: a escassez global —e o encarecimento— de peças, com a consequente falta de estoques. Ninguém escapou desse desarranjo causado pela Covid-19, e mesmo os EUA veem a inflação do carro beirar os 20% do início de 2020 até agora. Contudo a situação é mais complicada no Brasil.O país passa por mudanças nas regras ambientais. A partir de janeiro, carros novos nacionais terão de atender à sétima etapa do Proconve (Programa de Controle de Emissões Veiculares), com reduções nos níveis de ruídos e de emissões. (Folha)

À espera do STF, Bolsonaro trava passaporte vacinal
Aliados não querem desagradar base bolsonarista, mas parte do governo tenta vencer resistência. Aliados do presidente não querem tomar decisão que desagrade a militância bolsonarista. Ainda avaliam que o STF (Supremo Tribunal Federal) acabará decidindo sobre o controle das fronteiras. A corte recebeu, em 26 de novembro, uma ação do partido Rede Sustentabilidade com pedido para adotar o passaporte da vacina sugerido pela Anvisa. O processo é relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso.Parte da equipe do presidente e dos ministérios ainda teme ser criticada e até responder na Justiça por omissão, pois aumentou a pressão pelo passaporte vacinal após a descoberta da variante ômicron. Além da Anvisa, TCU (Tribunal de Contas da União), DPU (Defensoria Pública da União) e Fiocruz pediram a cobrança do certificado de imunização de viajantes. Bolsonaro tem repetido, no entanto, que não vai endurecer as regras. Representantes das pastas comandadas por Queiroga e Tarcísio defenderam cobrar o comprovante da vacinação em reuniões recentes do governo. Já o ministro Anderson Torres (Justiça) disse ser contra a restrição e repetiu o discurso negacionista de Bolsonaro. “Não precisa. Ela [a vacina] não impede a transmissão da doença”, afirmou na semana passada. (Folha)

Emendas de líder do governo alimentam ‘toma lá dá cá’
Em Petrolina, recursos bancaram distribuição de cisternas a aliados por prefeito filho de senador. Moradores do local, onde há estiagem, dizem que a distribuição é contaminada por “politicagem”. A entrega das caixas-d’água não contempla necessariamente quem precisa, e sim a quem atende ou é próximo aos políticos. O toma lá dá cá, criticado por Jair Bolsonaro na campanha de 2018 mas abraçado por seu governo, criou em Petrolina um cenário insólito: aliados têm até mais de uma cisterna, e quem não adere não tem nenhuma. Desde 2020, Planalto e aliados usam os recursos dessas emendas como moeda para ampliar sua base de apoio. Neste ano, são R$ 16,8 bilhões, e não há base de dados pública que liste os legisladores beneficiados. Em 12 de setembro, o prefeito de Petrolina (PE), Miguel Coelho (DEM), usou uma rede social para fazer propaganda da entrega de 150 cisternas a famílias da localidade de Icó, na área rural do município. A distribuição desses reservatórios de água com verba federal, porém, está contaminada pela “politicagem”, segundo relato de moradores da zona rural do município. Em Petrolina, a 713 km do Recife e com população estimada de 360 mil habitantes, a entrega das caixas-d’água não atende necessariamente a quem mais precisa, e sim a quem a aceita como moeda de troca ou é próximo dos políticos. O resultado é uma situação insólita em meio a uma região atingida pela estiagem: excesso de cisternas para aliados e escassez para quem não adere ao chamado toma lá, dá cá, alvo de críticas de Bolsonaro na campanha de 2018, mas depois incorporado a seu governo. Atualmente, a emenda de relator é peça-chave no jogo em Brasília, pois é distribuída por governistas em votações importantes no Congresso. O dinheiro disponível neste ano é de R$ 16,8 bilhões. Moradores relatam discriminação política na distribuição dos reservatórios pela prefeitura. Segundo eles, aqueles que nas eleições a vereador de 2020 declararam apoio à campanha do atual secretário de Agricultura do município, Gilberto de Sá Melo, foram contemplados com as cisternas. (Folha)

Moro atrai exbolsonaristas e abre espaço na direita
Ex-juiz demonstra querer ser uma espécie de guarda-chuva para decepcionados com presidente.O ex-juiz tem demonstrado que quer ser uma espécie de guarda-chuva tanto para a direita decepcionada com o presidente quanto para centristas. Os que foram para a oposição em 2019 agora aderiram à pré-candidatura de Sergio Moro. É o caso do MBL (Movimento Brasil Livre) e do Vem Pra Rua. Ambos estiveram presentes no ato de filiação do ex-juiz ao Podemos, em Brasília, em 10 de novembro.Personalidades que têm o combate à corrupção como bandeira também mostram simpatia pela campanha de Moro, como o professor da USP Modesto Carvalhosa.Para Roberto Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, a candidatura de Moro “é um fato positivo do ponto de vista democrático”.“As duas candidaturas que lideram as pesquisas[ Lula eBolson aro] não são recomendáveis do ponto de vistada agenda anticorrupção ”, afirma Livianu.Segundo ele, Moro tema simpatia de muitos que atuam na área, mas isso não significa que o ex-juiz estará livre de questionamentos. O setor mais identificado com o bolsonarismo registra também algumas das dissidências mais visíveis pró-Moro. Entre elas estão os generais Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo de Bolsonaro, Otávio Rego Barros, ex-portavoz da Presidência, Maynard Rosa, ex-secretário de Assuntos Estratégicos, e Paulo Chagas, que disputou o governo do Distrito Federal em 2018 com apoio do presidente.“Muita gente vota no Bolsonaro por medo da esquerda. Mas não acho que ele seja a única solução para impedir a volta do Lula, num país de 200 milhões de habitantes”, afirma o general Chagas.Segundo ele, Moro representa um “caminho do meio”, algo que Bolsonaro deveria ter perseguido desde que venceu a eleição passada.“Moro defende valores caros aos militares, como soberania e nacionalismo. Ele tem uma visão liberal-conservadora, mencionando a necessidade de olhar para a questão social”, diz.Bolsonaro ainda desfruta de amplo apoio na caserna, contudo, e tem o respaldo da maioria dos integrantes de instituições como o Clube Militar, por exemplo. (Folha)

O Estado de S. Paulo

  • Manchete: BC prepara moeda virtual para ampliar meios digitais de pagamento
  • FMI projeta perda de fôlego na retomada em 2022
  • Empresa recebe pedido de australiana e já tem 745 encomendas
  • Como é a sensação de ‘pilotar’ o novo ‘carro voador’ da Embraer
  • Economia reduz estimativa de déficit em 2022
  • Relator quer novo projeto para reforma do IR
  • Bolsa brasileira caminha para ter pior desempenho global em 2021
  • Na capital, 13 edifícios cobram mais de R$ 60 mil pelo metro quadrado
  • Venda de apartamentos de luxo em São Paulo bate recorde em 2021
  • Derrota eleitoral amplia chance de juízes agilizarem processos contra Cristina
  • OEA tem sua relevância colocada em xeque
  • Paes cancela réveillon, mas governador do Rio diz que haverá reunião
  • Unesp terá fábrica de produção de insumos
  • ‘No topo das preocupações está a violência’
  • Empresa será cobrada por transparência, dizem especialistas
  • Com poucos arquivos, WhatsApp ajuda pouco no retrato brasileiro
  • Documentos do Facebook expõem Brasil sob ataque
  • Guedes recicla promessas
  • A metódica ruína do ensino público
  • A implosão dos partidos
  • Um Estado para chamar de seu
  • A maldição da desigualdade: Claudio de Moura Castro
  • Nossa responsabilidade na pandemia: Fernando Henrique Cardoso

O Globo

  • Manchete: Custos ameaçam retomada de voos e queda de tarifas em 2022
  • Sobe preço de combustíveis, crescem fraudes
  • Energia e mobilidade, alvos do Mubadala no país
  • Desigualdade marca combate à Covid na América Latina
  • ‘América Latina vive o pior momento dos últimos 30 anos’
  • A conexão alemã entre Bolsonaro e Kast
  • ‘Queimar balsa não vai resolver o problema’
  • Sem limites para o discurso de ódio no Telegram
  • Nas garras do dragões do garimpo
  • Humor Sensacionalista
  • PF rastreou ‘vultuosos’ saques e entregas em escritório de deputado

Folha de S. Paulo

  • Manchete: Emendas de líder do governo alimentam ‘toma lá dá cá’
  • Petrobras e frigoríficos deixam índice de sustentabilidade da B3
  • Proposta de reforma trabalhista libera domingos e veta vínculo CLT em app
  • Movimento maior anima varejo para vendas de fim de ano
  • Maioria das empresas diz que home office não afeta produtividade, afirma FGV
  • Gerar hidrogênio a partir do etanol é opção de futuro
  • Novas regras fazem de carro caro o novo normal do Brasil
  • Fertilizantes são arma da Belarus para tentar atrair Brasil
  • Estou num beco sem saída, diz paulista retida na África do Sul
  • Brasileiro que identificou ômicron tem estilo hippie e acesso a VIPs
  • Réveillon no Rio de Janeiro está cancelado, anuncia Eduardo Paes
  • SP tem menos de mil pessoas internadas em UTI por Covid
  • Bolsonaro trava passaporte da vacina, e Planalto aguarda definição do STF
  • Em três anos, pedidos para garimpar ouro na Amazônia disparam
  • Moro sobe o tom: Catarina Rochamonte
  • Omissão deliberada
  • Tarcísio desperta de empolgação a desconfiança em bolsonaristas de SP
  • Eleição tem Lula e Bolsonaro em alerta e terceira via em guerra
  • Moro atrai dissidentes de Bolsonaro e conquista espaço na direita para 2022
Marisa Pereira