Manchete nos Jornais desta Terça-feira, 23 de Novembro de 2021

Relator do Auxílio Brasil prevê reajuste anual pela inflação
Texto da MP deve ser votado hoje ou amanhã pela Câmara. O reajuste é uma demanda histórica da área social, mas enfrenta resistência do ministro da Economia, Paulo Guedes. Depois, precisa passar pelo Senado. A MP perde validade no próximo dia 7. O governo poderá ser obrigado a reajustar todo ano, pela inflação, o valor dos benefícios do Auxílio Brasil, o novo programa social que substitui o antigo Bolsa Família. O reajuste automático, a ampliação do alcance dos pagamentos – com a elevação dos critérios de renda para acesso ao programa –, a proibição de filas e metas para a redução da pobreza são as principais mudanças incluídas. (Estado)

Bolsonaro sanciona criação de auxílio para gás de cozinha
Beneficiados terão direito, a cada bimestre, a receber valor correspondente a pelo menos metade do preço do botijão de 13 kg. A lei do “auxílio Gás dos Brasileiros” determina que podem ser beneficiadas as famílias inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais) com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo. Também podem ganhar o auxílio as famílias que tenham entre seus membros quem receba o BPC (Benefício de Prestação Continuada).O auxílio deve ser dado preferencialmente às famílias com mulheres vítimas de violência doméstica que estejam sob o monitoramento de medidas protetivas de urgência. (Folha)

PEC vai liberar R$ 106 bi, sem espaço de reajuste a servidor
Promessas de Bolsonaro não estão previstas nas contas divulgadas pelo Ministério da Economia.Pelas contas, o valor não será suficiente para bancar promessas de Jair Bolsonaro, como reajuste a servidores federais, auxílio a caminhoneiros e vale-gás para população de baixa renda. Segundo dados atualizados divulgados pelo Ministério da Economia nesta segunda (22), a verba extra deve ser usada para pagamento de despesas obrigatórias (como aposentadorias e pensões), a ampliação do benefício do Auxílio Brasil e a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos (medida que reduz contratação de funcionários) a 17 setores. Há pressão também por aumento nos recursos reservados a emendas parlamentares, que são usadas por deputados e senadores para enviar verba a projetos e obras em suas bases eleitorais. O ajuste deve ser feito com um corte em despesas discricionárias, que não são obrigatórias e financiam o funcionamento da máquina pública. (Folha)

Mercado nacional resiste ao uso de trigo transgênico vindo da Argentina
A Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), que representa as padarias, também lamentou o aval da CTNBIO e afirmou que as mais de 70 mil padarias do País vão se mobilizar para boicotar qualquer compra e distribuição de farinha de trigo transgênico. “A decisão é prejudicial para o setor.” O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) também se manifestou contrário à aprovação. A Argentina responde por 85% do trigo importado anualmente pelo Brasil. As entidades dizem haver uma rejeição do consumidor ao item. O presidente da CTNBIO, Paulo Barroso, disse que o trigo modificado é similar ao tradicional do ponto de vista da segurança alimentar. (Estado)

Valor de subsídio pode subir em ano eleitoral
O STF formou maioria para permitir ampliação do Auxílio Brasil sem que lei eleitoral seja desrespeitada. O relator, ministro Gilmar Mendes, argumentou em seu voto que, embora rebatizado, o Auxílio brasil traz novos valores para o enquadramento em pobreza e extrema pobreza das famílias, ponto central da lei que trata da renda básica cuja execução o STF ordenou. Para o ministro, a prioridade do governo precisa ser garantir a subsistência das pessoas desassistidas no cenário de crise. (Estado)

Aposta no hidrogênio, o combustível do futuro
Com três vezes mais energia do que a gasolina, hidrogênio pode mudar o transporte e a indústria.Elemento mais abundante do universo, o hidrogênio virou a última fronteira energética para um futuro neutro em gás carbônico (CO2) e já movimenta bilhões de dólares entre empresas e investidores. Um levantamento feito pela consultoria Mckinsey mostra que, até julho, havia 359 projetos para a produção de hidrogênio verde em grande escala no mundo, o que somava US$ 150 bilhões em investimentos. Mas esses números mostram apenas o começo de uma revolução no mercado global de energia, que teria o Brasil como um dos líderes. A revolução, vem do hidrogênio verde, considerado o combustível mais limpo do mundo. Ele não gera gases poluentes nem durante a combustão nem durante a produção. A aposta do mundo para limitar o aquecimento global até 2050 está num método criado há quase 200 anos pelo químico e físico britânico Michael Faraday. Trata-se da eletrólise da água, que separa o hidrogênio do oxigênio por meio de uma corrente elétrica. Para ser considerado verde, a energia elétrica tem de ser de uma fonte totalmente renovável, como a eólica e a solar – ainda não está claro se as hidrelétricas seriam consideradas verdes por causa do impacto durante a construção. A solução é vista como a principal alternativa ao petróleo – até mesmo para as petroleiras. Para não ficar para trás, a maioria delas estuda projetos para a produção de hidrogênio verde. Um dos métodos avaliados pelo mercado – por ser mais maduro e promissor – é transformar o hidrogênio em amônia e transportá-la em navios por grandes distâncias. No destino, a amônia verde pode ser usada diretamente na indústria, como na fabricação de fertilizantes, ou transformada novamente em hidrogênio. O produto também pode ser levado na forma de gás comprimido ou liquefeito. (Estado)

Fintechs querem ser tratadas como os bancos
Olucro dos cinco grandes bancos brasileiros já supera R$ 60 bilhões no acumulado dos três primeiros trimestres, e o Banco Central reporta que a rentabilidade do setor já voltou ao nível pré-crise. Já a taxa de famílias endividadas chegou a 75% em outubro, subindo por onze meses seguidos sem parar. Os números são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência da CNC. A alta em relação ao mesmo período do ano passado é recorde na série histórica. Vale a ressalva de que as dívidas não são sempre com bancos. Mas o conjunto desses dados sugere mais uma vez a força das instituições financeiras diante dos consumidores, “poder de mercado” que já foi demonstrado satisfatoriamente na literatura acadêmica.Recentemente, falamos na coluna sobre política industrial. Indústria aqui significa um setor da economia. Tratase, então, de favorecimentos do Estado a um setor, frequentemente com efeito colateral de anabolizar grandes empresas que podem atuar como monopólios ou oligopólios, extraindo renda dos consumidores vulneráveis à falta de competição.Há no debate polêmicas sobre política industrial para “setores estratégicos”, do automotivo ao agro. E os bancos: seu poder de mercado deriva de uma dessas políticas? Ainda.Há o movimento para que as fintechs sejam tratadas como bancos, para avanço ‘da PIB’.que não exista uma expressa, parece haver tacitamente uma política industrial bancária – que vamos chamar de “PIB”. Esta política invisível fomentaria os grandes players do setor. É curioso perceber que, tal qual frigoríficos e construtoras, sabidamente beneficiados por políticas industriais, bancos também lideravam doações a campanhas eleitorais.O que seria “a PIB”? Do apoio a fusões e aquisições que concentraram o mercado nos governos do PT a vantagens tributárias como a “dedução de juros sobre capital próprio”: uma vantagem que tem lá justificação e vale para todos os setores, mas beneficia principalmente o setor financeiro com bilhões por ano que deixam de ser pagos em imposto.Há ainda um conjunto de exigências para funcionamento que podem ter o efeito adverso de dificultar a entrada de novos bancos, enquanto os grandes já consolidados as tiram de letra. Nessa hipótese, o Estado estaria criando “barreiras à entrada”, limitando a competição que beneficiaria os consumidores com preços melhores (neste caso, juros).Não à toa, há o movimento para que as fintechs passem a ser tratadas como bancos, o que poderia as atolar com exigências e inviabilizar os serviços que vêm agradando a famílias e empresas. Há o risco de avanço “da PIB”.(Estado)

O Estado de S. Paulo

  • Manchete: Relator do Auxílio Brasil prevê reajuste anual pela inflação
  • Biden indica Jerome Powell para 2º mandato no Fed
  • Mudanças climáticas já afetam portos brasileiros, aponta estudo
  • Mercado nacional rejeita trigo modificado argentino
  • Banco Central limita opções de horário para o Pix
  • Inflação pode superar 10%, perto do pico da gestão Dilma
  • Anúncio sobre folga fiscal maior em 2022 faz Bolsa cair 0,89%
  • Impasse da PEC ameaça atrasar a aprovação do Orçamento de 2022
  • Pacheco fala em ‘ampla maioria’ para aprovar desoneração da folha
  • Inflação eleva para R$ 106 bi folga com PEC dos precatórios
  • STF dá sinal verde à ampliação do programa em ano eleitoral
  • Chavismo vence eleição com alta abstenção
  • Futuro presidente chileno terá de negociar com Congresso dividido
  • Portos do País querem criar ‘polos’ de hidrogênio
  • A aposta no combustível do futuro

O Globo

  • Manchete: Impasse nas prévias aprofunda a crise no PSDB
  • Lira diz que vai colocar em votação ‘Refis da Covid’
  • Sem recursos federais, governo sanciona lei que cria o vale-gás
  • Telefone fixo pode gerar dívida de R$ 26 bi para União em 2023
  • Horário noturno do Pix muda
  • BC eleva alíquota do depósito compulsório a 20%
  • STF mantém obrigatoriedade de renda básica em 2022
  • Pacheco defende auxílio permanente
  • Chavismo vence em estados e perde 96 municípios
  • Kast larga em vantagem
  • EUA estreiam em lista de países em ‘retrocesso democrático’
  • Tema do Enem, falta de registro civil atinge ao menos 3 milhões
  • Versos com a cara do Brasil no Enem
  • ‘Caixa-preta’ dos transportes: guerra no Judiciário

Folha de S. Paulo

  • Manchete: Moradores acham 8 corpos em favela do RJ após ação policial
  • Bolsa de SP volta a cair com incertezas sobre PEC
  • Desemprego no Brasil é mais que o dobro da média internacional
  • Mercado passa a ver inflação acima de 10% neste ano
  • Custo de medidas para enfrentar crise de energia chega a R$ 140 bi, estima instituto
  • Gasolina e diesel param de subir nos postos
  • Bolsonaro sanciona criação de auxílio-gás para famílias de baixa renda
  • Novo Refis será pautado e aprovado pela Câmara, afirma Lira
  • Esquerda faz pressão para pagar a ‘dívida da professorinha’, afirma Bolsonaro
  • PEC libera R$ 106 bi sem espaço para reajustes e auxílio a caminhoneiros
  • Brasil chega a 80% dos adultos com vacinação completa
  • Brasil precisa comprar mais 220 mi de doses de imunizantes para 2022
Marisa Pereira