Manchete nos Jornais desta Segunda-feira, 04 de Janeiro de 2021

Anvisa autoriza importação da vacina de Oxford

Produto ainda não pode ser aplicado; fundação pretende pedir aval emergencial na próxima semana. O pedido havia sido feito pela Fiocruz no dia 31 de dezembro, e foi aprovado pela agência na mesma data. A medida, no entanto, ainda não permite que a vacina seja aplicada. Segundo a Anvisa, isso ocorrerá assim que houver registro da vacina ou aval para uso emergencial, o que ainda não foi solicitado. A Fiocruz pretende fazer o pedido nos próximos dias. Na prática, a estratégia iniciaria com essas doses iniciais, importadas, enquanto a Fiocruz, que tem uma parceria com a AstraZeneca, começaria a produção das demais 100 milhões de doses previstas em acordo com a farmacêutica —e cujo início da entrega é previsto para fevereiro, com a conclusão ao longo do primeiro semestre.

Mesmo com nova validade, testes podem ir para o lixo

Em novembro, nº de exames encalhados em galpão do ministério era de 6,86 milhões; pasta é alertada desde maio. Dificuldades de comprar insumos e equipar a rede de laboratórios estão entre os principais entraves do processo.Ignorada pela equipe do ministro Eduardo Pazuello, que assumiu a pasta naquele mês, a orientação poderia evitar que os milhões de testes ficassem ociosos por meses por causa da falta de insumos necessários para completar o diagnóstico, como os cotonetes “swab” e máquinas mais modernas para processar as amostras de pacientes.Mais de sete meses após os avisos, o ministério acumula compras frustradas ou tardias destes insumos e ainda corre para equipar a rede. O Tribunal de Contas da União (TCU) vê “irregularidades preocupantes” e cobra explicações.Além dos 6,5 milhões de testes RT-PCR que seguem encalhados no galpão da pasta no Aeroporto de Guarulhos (SP), há ainda unidades em posse dos Estados. O número estocado é incerto, mas pode alcançar três milhões de unidades, estimam gestores de saúde.

O Estado de S. Paulo

  • Opep fala em aumentar produção de petróleo em 2021
  • Com juros baixos e oferta de crédito, setor imobiliário fecha 2020 em alta
  • Empresas ainda temem efeitos do desemprego
  • ‘Brasília se move sempre que olha para o precipício’
  • Vacina deve ditar ritmo da política neste ano – Os efeitos da pandemia devem perdurar em 2021, e a estratégia de vacinação ditará o ritmo da política. Enquanto isso, Bolsonaro acomoda o Centrão e investe na agenda de costumes, para não perder apoio. A demora para organizar a vacinação e reflexos negativos da pandemia na economia podem causar problemas para os planos de Bolsonaro, já em andamento, de tentar a reeleição.
  • NOVOS HÁBITOS QUE VIERAM PARA FICAR – Como a pandemia mudou o ensino, as consultas médicas, a mobilidade e os nossos hábitos de higiene e o que deve continuar daqui para a frente. Ensino a distância, telemedicina, uso de máscara. Alguns dos novos hábitos que viraram o cotidiano de ponta-cabeça em 2020 devem continuar a valer no futuro. Além das mudanças ocorridas na economia, no mundo do trabalho e no consumo, a pandemia provocou ou acelerou uma profunda transformação no nosso cotidiano.O interesse pelo carro próprio, que vinha caindo nos últimos anos, em benefício do transporte coletivo, de aplicativos como o Uber e até de veículos compartilhados, voltou a crescer. As máscaras e o álcool gel passaram a fazer parte do nosso dia a dia, apesar de muita gente já ter deixado de usá-los como deveria, em desacordo com as recomendações sanitárias.
  • Associação de clínicas privadas negocia compra de cinco milhões de doses da Covaxin, vacina desenvolvida na Índia cuja eficácia ainda é desconhecida.“A vacina, administrada em duas doses com intervalo de duas semanas entre elas, induziu um anticorpo neutralizante, provocando uma resposta imune e levando a resultados eficazes em todos os grupos de controle, sem eventos adversos graves relacionados à vacina. Os dados sobre os estudos finais ainda não foram publicados. Em nota, a Bharat Biotech disse que iniciou procedimentos junto à Anvisa para “submissão contínua” dos resultados. Por este caminho, a empresa deve apresentar os dados das pesquisas em etapas, mesmo antes de finalizar todos os estudos. Mas a entrega de documentos ainda não começou. A ideia é acelerar o processo de registro na Anvisa. Só quatro laboratórios (Astrazeneca, Butantã, Janssen e Pfizer/biontech) já adotaram esse procedimento.
  • Consumidores e investidores estão mais atentos ao que fazem com o dinheiro. Isso é bom. As grandes corporações não se avexaram e embarcaram na onda, cansadas de serem vistas como vilãs e ansiosas para serem associadas a virtudes piedosas. Trata-se, aqui, de propagar a imagem de que estão comprometidas com práticas que ultrapassem a mera missão de ganhar dinheiro, dando a estas empresas um “sentimento moral”.
  • Regularização fundiária – A falta de formalização cria um gargalo econômico com sérias consequências para moradores e pequenas cidades. Só em “capital morto”, a irregularidade representa R$ 2,5 trilhões – crédito que não pode ser aproveitado pelas famílias por não terem o bem registrado. A Regularização Fundiária Urbana (Reurb) é de competência das prefeituras, nos termos da Lei 13.465, de 11 de julho de 2017, que deu protagonismo e independência aos gestores públicos na elaboração de políticas habitacionais para ajudarem a população a ter acesso à documentação formal do imóvel.

O Globo

  • Apetite para o risco
  • Campos Neto é o presidente de banco central do ano, diz revista
  • Energia é restabelecida em Teresina após três dias

Folha de S. Paulo

  • Dívida e pandemia acirram crise fiscal e disputa sobre gasto
  • ‘Preocupação de Bolsonaro é só com seu projeto político’
  • ‘Fim do ano-calendário não mata o vírus, governo precisa agir
  • ‘Solução para a economia é ter plano urgente de vacinação’
  • ‘Governo subestimou Covid, e consequência pode ser severa’
  • Campos Neto é o presidente de BC de 2020, segundo revista
  • Porto do Açu diversifica suas operações com o agronegócio
  • Empresas de energia incentivam tarifa social contra gatos e calote
  • Atualização de regras de funcionamento dos SACs fica para abril
  • Dívida e pandemia acirram crise fiscal e disputa sobre gasto – Governo terá de enfrentar coronavírus com recursos limitados e volta de regras que limitam seu dispêndio. O orçamento previsto é de cerca de R$ 1,5 trilhão, porém o Executivo terá liberdade para manejar menos de R$ 100 bilhões.São os chamados gastos discricionários, que incluem investimentos e despesas para a manutenção da máquina pública. O restante são verbas carimbadas. Entre elas, as destinadas ao pagamentos de salários de servidores públicos e de benefícios previdenciários. A pandemia, ainda sem uma vacina à vista, complica mais o cenário. A virada de 2020 para 2021 traz de volta as regras fiscais suspensas no período de calamidade pública devido ao coronavírus, encerrado no dia 31 de dezembro. Com isso, o governo terá de respeitar novamente a meta para o resultado primário e o limite imposto pelo teto de gastos, regra que impede que as despesas públicas cresçam mais do que a inflação.

Valor Econômico

  • Conta corrente fecha 2020 com déficit baixo
    Saldo negativo ficou na faixa dos US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões, cerca de 0,7% a 1% do PIB
  • Remédio velho será descartado nas farmácias
    Plano de logística reversa para devolução de produtos vencidos ou em desuso será obrigatório a partir de segundo semestre
  • BC começa a retirar estímulos ao crédito – BC reconhece os riscos de que, com o fim do auxílio emergencial, a economia possa ter um novo mergulho recessivo com novo valor do salário mínimo. Despesas assistenciais e previdenciárias no ano que vem serão corrigidas pelo INPC de 2020, que terá alta bem mais forte do que o aumento do teto em 2021
  • Governo nega que vacinas terão verba retida
    Confusão surgiu após veto de Bolsonaro a dispositivo da LDO que previa a proteção desses recursos
  • Clínicas privadas vão à Índia negociar 5 milhões de doses
    Uma comitiva formada por representantes de clínicas particulares de vacinação embarca hoje para a Índia
  • Governo dificulta exportação de agulha e seringa
    Balanço de casos de covid-19 com números mais baixos no fim de semana pode indicar subnotificação em virtude dos feriados
  • Cenário positivo para exportações favorece conta corrente em 2021
    Câmbio desvalorizado, commodities e recuperação global impulsionam vendas externas
  • Nova lei do saneamento mantém pontos abertos
    Congresso ainda não emitiu sinal de quando pretende apreciar veto crucial para decisões de investimento
  • Renda cai, mas varejo torce pelo ‘gasto por vingança’
    Consumidor acredita que renda vai cair e preocupa-se em economizar, mas também quer gastar em entretenimento e viajar
  • Pandemia faz setor de limpeza ampliar portfólio
    No ano passado, a preocupação em deixar a casa limpa fez as vendas de produtos de limpeza crescer 8,5%, para quase R$ 23 bilhões
  • Preços da soja tendem a permanecer elevados
    Impulsionados pela demanda da China, contratos futuros do grão subiram 36% em 2020 em Chicago
  • Alta de ICMS em SP vai afetar consumo
    Estudo do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro) mostra que a agricultura será o setor mais afetado
Marisa Pereira