Manchete nos Jornais desta Quinta-feira, 12 de Novembro de 2021

Crise leva 138 mil à Justiça em busca de R$ 15 bilhões
Erros de cálculo, falta de dinheiro e interpretação de leis novas devem aumentar judicialização de demissões. A pandemia deve deixar um grande passivo trabalhista para o já sobrecarregado sistema judicial. Até o momento, o número de ações que citam a crise sanitária em seus pedidos iniciais já chega a 138 mil na Justiça do Trabalho. O “Termômetro Covid-19 na Justiça do Trabalho”, aponta que 14.604 processos trabalhistas citam a medida provisória 936 ou a regra originada nela, a lei 14.020, que permitiu aos empresários suspender contratos de trabalho ou reduzir jornada e salário de seus funcionários. Ao utilizar essas medidas emergenciais, os empresários se comprometiam a não demitir seus funcionários enquanto eles estivessem com contrato reduzido ou suspenso e, a partir do retorno, por um período igual ao da vigência da redução ou suspensão. Para demitir sem justa causa no período, é necessário pagar indenização extra, o que encarece a rescisão. No país, 1,457 milhão de empregadores fizeram 19 milhões de acordos de redução de jornada e salário ou suspensão de contrato. O prolongamento da crise também começa a enfraquecer as vantagens das medidas. A advogada diz que tem visto clientes optando por não renovar políticas de suspensão de contrato ou redução de salário e jornada para evitar compromisso com a estabilidade. Desde o início da crise, esse número subiu para 50 ações semanais e, segundo o sindicato, poderia ser maior, já que o atendimento segue reduzido. Além disso, desde a reforma trabalhista, em 2017, as empresas não são obrigadas a comunicar os sindicatos quantos demitem trabalhadores com mais de um ano de casa. Há, contudo, outro risco ao trabalhador, que é o desconhecimento do direito à indenização em caso de demissão. Por isso, a sugestão é para o funcionário demitido, na dúvida, não assinar recibos de quitação antes de procurar um sindicato da categoria ou um advogado.

Governo quer trocar auxílio por microcrédito turbinado
Com o fim do auxílio emergencial, Caixa pode oferecer R$ 10 bilhões a trabalhadores informais a partir de janeiro. Para os beneficiários, o valor do empréstimo pode ficar entre R$ 1,5 mil e R$ 5 mil.A avaliação é de que não há espaço para dar mais dinheiro a fundo perdido aos informais. Por isso, o foco é ajudá-los a ter autonomia para trabalhar. A medida também seria, na visão do governo, uma ponte para ajudar a destravar a economia. A partir de 1.º de janeiro, 38,1 milhões de brasileiros devem ficar sem o auxílio emergencial. Paralelamente ao microcrédito, um novo programa social está sendo planejado para substituir o Bolsa Família.

O Estado de S. Paulo

  • Governo quer trocar auxílio por microcrédito turbinado
  • ‘É passo importante que crédito vá para quem precisa’
  • Brasil terá desemprego acima da média
  • Com inflação, vendas do varejo perdem força
  • Para lembrar
  • Governo tenta retomar pauta no Congresso
  • Subsecretário dos EUA diz que país se une contra Huawei
  • Embaixador chinês diz que Krach é ‘desavergonhado’
  • Apagão põe venda da Eletrobrás em risco
  • TCU libera concessão de ferrovia na BA
  • Após eleição de Biden, Bolsa tem maior aporte de estrangeiros desde 2007
  • CVM está de olho em ‘influenciadores’ do setor financeiro

O Globo

  • Saída pelo Bolsa Família
  • As idas e vindas da proposta
  • Vendas no varejo sobem 0,6%, mas perdem fôlego
  • Huawei já se prepara contra exclusão do 5G no Brasil
  • Democratas devem manter pressão, diz subsecretário
  • Laudo descarta que raio tenha causado fogo em subestação do Amapá
  • Senado convida diretor da Aneel a dar explicações
  • Petrobras consegue evitar indenização a Petros e Previ
  • Estado terá ao menos R$ 8,5 bi do leilão da Cedae

Folha de S. Paulo

  • 138 mil trabalhadores pedem R$ 15 bi em ações ligadas à crise
  • Funcionário fica à mercê do empregador no home office, afirma ministro do TST
  • Corte no auxílio e inflação alta desaceleram retomada do comércio
  • Governo e aliados preveem começar 2021 sem substituto do Bolsa Família
  • Cedae pode render R$ 6,8 bi já ao Rio, diz BNDES
  • Atraso de montadoras na entrega e frota enxuta deixarão locadoras sem carros no fim de ano
  • Pressão no 5G continuará com Biden, diz assessor de Trump
  • Tribunal suspende restrição à Huawei, e Suécia adia leilão
  • Venda na alta é natural, diz investidor que lucrou com ações de Eike

Valor Econômico

  • Restaurantes, varejo e Google se unem para enfrentar apps
    Empresas querem enfrentar o domínio dos aplicativos de entrega, que cobram taxas consideradas elevadas, e ter uma plataforma que ajude a organizar os pedidos dos clientes
  • Bolsa recebe aporte recorde de estrangeiros
    Investidor estrangeiro ingressou com um volume recorde de R$ 4,5 bilhões na bolsa brasileira na última segunda-feira e soma expressivos R$ 7,76 bilhões em novembro
  • Do porta a porta a e-commerce bilionário
    EB Capital compra o controle da Loja do Mecânico, em transação que avalia o maior e-commerce de ferramentas e máquinas do país em cerca de R$ 1 bilhão
  • O susto da inflação e seu risco para o futuro
    Para Paulo Guedes, a pressão de preços tende a se aliviar com o retorno da política fiscal ao seu padrão do ano passado
  • Com disparada de alimentos, inflação da baixa renda acelera
    Ipea calcula que, no ano, taxa para essa faixa de renda vai encostar em 5,5%, teto da meta do IPCA
  • Fixação antecipada de preço de açúcar para exportação atinge nova máxima
    Segundo a Archer Consulting, valores de 45% dos embarques previstos para a próxima safra (2021/22) foram fixados até 31 de outubro
Marisa Pereira