Manchete nos Jornais desta Quarta-feira, 13 de Outubro de 2021

Trabalho por conta própria é saída para 25 milhões no país
Crise, pandemia e formalização no mercado levam número a recorde neste ano. O número é recorde também em relação ao total da população ocupada: 28,2% dos 87,7 milhões de pessoas com algum tipo de trabalho se encaixam na definição. Em ao menos 12 estados, esse percentual supera os 30%, chegando a quase quatro em cada dez no Amapá, os números refletem tanto a formalização quanto o empreendedorismo por necessidade. Nesse último grupo, serviços ligados à alimentação são a atividade mais comum. De 8,2% do total de microempreendedores em 2019, fazer marmitas, doces e afins agora é fonte de renda de 9,2%. É um recorde também em relação à população ocupada. Dos 87,7 milhões de pessoas com algum tipo de trabalho, formal ou informal, 28,2% trabalhavam por conta própria. Em pelo menos 12 estados, o percentual de trabalhadores por conta própria era superior à média nacional, passando de 30%. O maior deles está no Amapá, onde quase 4 em cada 10 trabalhadores (37,69%) era conta própria ao fim do segundo trimestre deste ano. É considerado um empreendedor por necessidade o trabalhador que se vê sem opção, seja por não encontrar uma ocupação formal, ou porque começar um comércio ou oferecer um tipo de serviço vira uma solução mais rápida para a manutenção da renda. (Folha)

Falta no país tabela para o vestuário da brasileira —que não é ‘padrão violão’
Tabela de referência foi travada por embates na indústria da moda; ABNT prevê nova norma até dezembro.Desde 2012, o Brasil está no limbo quando se trata de medidas para definir o tamanho das roupas das mulheres. Naquele ano, foi revogada a norma anterior, de 1995, a NBR 13377, que tratava de maneira genérica de medidas referenciais do corpo humano. Em 2009, foi criada a NBR 15800, com medidas infantis, e em 2012 foi lançada a NBR 16060, de medidas referenciais masculinas.O problema é que, como cada rede ou confecção procurou criar referências próprias, muitas vinham se recusando a abrir mão dos seus padrões para adotar uma referência nacional. Daí a demora de quase dez anos na discussão de uma tabela referencial para o vestuário feminino. No último dia 8 de outubro, a ABNT encerrou a segunda consulta pública sobre a NBR 16933. Se não houver novas contestações, a entidade espera publicar finalmente a norma até dezembro.A gestora da ABNT lembra que muitas confecções e varejistas já passaram a informar detalhes das medidas das peças nos seus sites de venda online. Isso para evitar a logística reversa —a devolução da peça que não caiu bem, operação que significa um incômodo para a consumidora e um custo adicional para a varejista, que precisa bancar o retorno do produto ao estoque. O comitê da ABNT escolheu 2 dos 5 principais biotipos femininos no Brasil para basear a norma referencial. São eles: “retângulo” e “colher”, identificados na pesquisa antropométrica da população brasileira, a Size BR, conduzida entre 2006 e 2015 pelo Senai Cetiqt. No Brasil, 76% das mulheres têm o biotipo retângulo: quando as circunferências do tórax e do quadril são aproximadamente iguais, com uma linha de cintura pouco marcada. O outro biotipo escolhido foi o da “colher”: quando o quadril é maior que o tórax e sua lateral é bem marcada e arredondada. “É o que mais se assemelha ao popular ‘violão’, embora esse biotipo represente apenas 8% das brasileiras”, diz Patrícia. O objetivo da Size BR era identificar tipos físicos e suas respectivas medidas para auxiliar a indústria da moda na modelagem das roupas. Foram pesquisadas 10 mil pessoas, de todas as regiões do país. O trabalho serviu como base para as confecções montarem suas grades de tamanhos comerciais. No caso dos homens, foram identificados três biotipos principais: retângulo, atlético e especial (para gordos). Nas mulheres, a pesquisa identificou oito biotipos, que acabaram sendo agrupados em cinco principais: além do retângulo e da colher, o ampulheta, o triângulo e o triângulo invertido. (Folha)

FMI prevê inflação, câmbio e crescimento piores no Brasil
Aumento da vacinação pode contribuir para reduzir pressão sobre preços no mundo, diz instituição.Para este ano, o FMI vê o PIB crescer 5,2% (em julho previa 5,3%) e, em 2022, 1,5% (1,9% antes). A previsão de inflação neste ano passou de 4,5% (em abril) para 7,9%.A previsão central do FMI é que a inflação aumentará acentuadamente no final do ano, se mantenha moderada em meados de 2022 e, em seguida, volte aos níveis prépandêmicos. O estudo ressalta que a inflação deve seguir forte em alguns países emergentes por reflexo da alta do preço dos alimentos, do petróleo e da perda de valor das moedas locais frente ao dólar e ao euro, o que encarece importações. E que os preços de comida têm subido em países de renda mais baixa, aumentando a fome e as dificuldades para os mais pobres.No Brasil, o IPCA, índice oficial de inflação do país, atingiu 1,16% em setembro e acumula alta de 10,25% em 12 meses. O indicador anualizado é quase o dobro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, de 5,25%. O FMI alerta que caso a Covid siga tendo impacto prolongado, mas que isso pode ser evitado com o avanço da imunização.O relatório também aponta que as mudanças climáticas podem afetar a economia, e cita como casos a seca no Brasil e os incêndios florestais nos EUA, entre outros. (Folha)

Auxílio Brasil pode gerar perda no Bolsa Família
Cerca de 5,4 milhões de beneficiários do Bolsa Família podem não ser contemplados pela promessa de aumento no valor do benefício e teriam até uma redução após a substituição do programa pelo Auxílio Brasil, segundo simulações do próprio governo obtidas pelo Estadão/broadcast via Lei de Acesso à Informação (LAI). O número corresponde a 37% dos 14,7 milhões de atuais beneficiários da política social. O pagamento de um “benefício compensatório de transição”, no mesmo valor da diferença, evitará uma perda imediata. No entanto, esse benefício vai sendo reduzido à medida que o Auxílio Brasil sofre reajustes. Na prática, essas famílias podem passar alguns anos com o valor da ajuda congelado. (Estado)

Caos portuário mostra como crise logística é novo normal
Enquanto os principais portos enfrentam um acúmulo inacreditável de carga, o que um dia pareceu um fenômeno temporário —um congestionamento que acabaria se dissolvendo— é cada vez mais visto como uma nova realidade que poderá exigir um remodelamento substancial da infraestrutura mundial de frete marítimo.O turbilhão na indústria de navegação e a crise geral nas cadeias de suprimentos não estão dando sinais de arrefecimento. Representam uma fonte de preocupação para toda a economia global, desafiando suposições antes esperançosas de um retorno vigoroso do crescimento quando as vacinas reduzissem a disseminação da pandemia.A disrupção ajuda a explicar por que as fortunas industriais da Alemanha estão encolhendo, por que a inflação se tornou motivo de preocupação para os bancos centrais e por que as indústrias americanas agora esperam um recorde de 92 dias em média para reunir peças e materiais para fabricar seus produtos, segundo o Instituto de Gestão de Suprimentos.Na superfície, o transtorno parece ser uma série de faltas de produtos entrelaçadas. Como os contêineres de carga estão escassos na China, fábricas em todo o mundo que dependem de peças e produtos químicos chineses tiveram de limitar sua produção. Não é apenas a escassez de produtos. É que os produtos estão parados nos lugares errados e separados de onde deveriam estar por barreiras persistentes e em constante mudança. A falta de produtos acabados no varejo representa o outro lado dos contêineres empilhados. O acúmulo nos armazéns é um reflexo da escassez de motoristas de caminhão para transportar os produtos a seu próximo destino. Os gargalos costumam causar mais gargalos. Tantas empresas encomendaram a mais e mais cedo, especialmente se preparando para a temporada de alto consumo no fim do ano, que os armazéns estão lotados.

O Estado de S. Paulo

  • Ex-presidente da Braskem é condenado a 20 meses nos EUA
  • Cultura reduz lojas e cria serviço de assinatura para tentar superar crise
  • Brasil vai crescer 1,5% em 2022, projeta FMI
  • ‘Melhor seria levar programa atual a quem mais precisa’
  • 5,4 mi de atendidos pelo Bolsa Família podem ter perdas com o Auxílio Brasil
  • Transmissão da covid é a menor em 18 meses
  • The Economist – Brasil pode ter submarino nuclear antes da Austrália

O Globo

  • Preços só devem recuar em 2022, diz Fundo
  • Ao FMI, Guedes afirma que inflação está em alta no mundo todo
  • Ex-presidente da Braskem é condenado por suborno
  • Fundo Monetário critica ‘divisão vacinal’ global
  • Manchete: Endividamento das famílias bate recorde e ameaça o crescimento

Folha de S. Paulo

  • Ex-presidente da Braskem é condenado nos EUA
  • FMI afirma que é preciso ser ‘muito, muito vigilante’ com a inflação
  • Caos portuário mostra como crise logística é novo normal
  • Guedes culpa comida e energia por inflação e diz que alta de preços é global
  • Trabalho por conta própria é saída para 25 milhões no país
  • COP26 vai ser vitrine para empresas brasileiras com soluções para o clima
  • Alta da conta de luz afeta pacientes dependentes de aparelhos elétricos

Valor Econômico

  • Commodities respondem por 70% das exportações
    Concentração em poucos bens é clara quando se olham os dados de minério de ferro, soja e petróleo, os principais itens embarcados pelo Brasil. Aproveitam preço e as vendas estão cada vez mais concentradas em minério de ferro, soja e petróleo
  • População terá forte queda até 2100, prevê Ipea
    Segundo estudo, cenário mais preocupante é o de “choque populacional”, em que a parcela acima dos 65 anos atinge 40,3%, pesando mais sobre a Previdência
  • Eficiência energética vira atrativo
    Selo de consumo energético deixou de ser um critério opcional na escolha de um eletrodoméstico
  • PIB não é problema, mas sim inflação, diz Guedes
    Ministro afirma que a tendência é que a alta de preços não piore mais no país
  • Contradições no Dia Nacional da Pecuária
    O ‘basta aumentar a produtividade’ tem apoio de ações reais?
  • Pandemia da covid faz disparar número de ações trabalhistas
    Estudo do escritório LG&P; contabiliza 891.182 novos processos no primeiro semestre deste ano
Marisa Pereira