Há uma falsa ideia de que é preciso amar o trabalho, mas a dignidade é o vetor

No livro “The Trouble With Passion”, a professora de sociologia Erin Cech analisa como a ideia de que é preciso amar o trabalho para ser feliz carrega problemas que revelam questões estruturais da sociedade.

Ela acredita que o hype em torno desse tipo de pensamento acaba prejudicando a classe trabalhadora.

A professora argumenta que o caminho para uma relação saudável com trabalho passa menos por amor ou paixão e mais por dignidade.

“Defender soluções coletivas – como melhores condições de trabalho e horários mais previsíveis, melhores benefícios e mais poder de barganha – não só faria do trabalho remunerado mais gerenciável, como também tornaria o trabalho melhor para pessoas em empregos que têm pouco potencial para a expressão da paixão”. afirmou em texto escrito ao @ theatlantic.

Erin Cech
Marisa Pereira