Destaques nas Principais Revistas desta Semana, Sábado, 26 de Julho de 2014

logo revistasApagão na diplomacia 

Silêncio sobre o crime do Boeing cometido pela Rússia, ataque a Israel, alvo número 1 do terror, e, em Brasília, tratamento servil ao ditador de Cuba mostram a falência moral da política externa de Dilma

Autoritarismo – A ação arbitrárias da Justiça e da polícia contra manifestantes. No Rio e em SP, manifestantes são constrangidos na tática do medo. Para especialista, acirramento da repressão teria origem no medo da reedição de protestos massivos como os do ano passado e a própria eleição…

Cerco ao vandalismo – Com informações passadas por agente infiltrado e por ativistas traídas pelos namorados, polícia descobre como funciona o grupo acusado de organizar manifestações violentas no Rio…

Nordeste: a preocupação de Dilma – Campanha petista tenta consolidar hegemonia em seu histórico reduto eleitoral, mas esbarra no crescimento da oposição e na insatisfação da população com promessas não cumpridas…

Exclusivo: “Há uma fadiga em relação ao governo”, diz FHC – Em entrevista à ISTOÉ, FHC faz uma avaliação do atual momento político e diz que o mal-estar no País, os erros da política econômica e a quebra de confiança do empresariado em Dilma ampliaram as chances de vitória de Aécio Neves…

843_capaRevista ÉPOCA

Com 80 anos e energia para os 100

O segredo dos octogenários que são independentes, produtivos – e felizes

Para descobrir a idade de alguém, observe as mãos. Essa estratégia, quase sempre infalível, não funciona com Adib Jatene, de 85 anos, o mais célebre dos cirurgiões cardíacos brasileiros. Com poucas rugas e unhas muito bem aparadas, as mãos dele parecem 20 anos mais jovens. Comandadas por um cérebro admirável, elas executaram 40 mil operações. Há poucos meses, Jatene abandonou as salas de cirurgia. Tem consciência das limitações físicas impostas pelo tempo. Isso não significa a aposentadoria. Sua agenda continua lotada. Todos os dias, atende pacientes no Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Circula pelos corredores numa cadeira motorizada ou apoiado numa bengala. Há três meses, foi submetido a uma cirurgia de coluna. Um estreitamento na medula provocava-lhe dores terríveis. Está em recuperação. “Se fosse dar valor a isso, ficaria inutilizado”, diz. “Nunca me queixo.”

Sempre que pode, ele dá uma escapada até a oficina do Instituto Dante Pazzanese, hospital cardiológico que mantém um laboratório de equipamentos médicos. Jatene tem lugar cativo e seu nome está inscrito na bancada. É lá que se revela uma de suas vocações mais genuínas e pouco conhecidas: Jatene tem cabeça de engenheiro e espírito de Professor Pardal. Trabalha, com entusiasmo, na criação de uma versão barata da caríssima bomba implantável capaz de substituir, temporariamente, o coração de pacientes inscritos na fila de transplante.

Jatene é um caso que a ciência quer explicar. O que garante o alto desempenho intelectual e a produtividade na velhice? Por que alguns octogenários mantêm o domínio das capacidades mentais, a criatividade e o interesse pelo trabalho, enquanto tantos estão em casa ou sofrem de depressão ou de alguma forma de demência? Por que gente ativa como ele ultrapassa a expectativa de vida do brasileiro (71 para os homens; 78 para as mulheres) e continua com motivação e capacidade mental para completar um século?

O Projeto 80+, uma parceria do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP) com outras unidades da USP, investiga se há algo de especial nos genes e no cérebro dos octogenários saudáveis. Cento e trinta idosos doaram sangue e foram submetidos a exames de ressonância magnética e a outras avaliações físicas e de desempenho cognitivo. Jatene é um dos voluntários, assim como o economista Delfim Netto, a atriz Beatriz Segall, a bailarina Ruth Rachou, a professora Cleonice Berardinelli e o escritor Zuenir Ventura, entre outras personalidades.

CRISTIANE SEGATTO

Exclusivo: o deputado acusado de pagar pensão com dinheiro de propina

Vanessa Felippe, ex-mulher de Bethlem, conhecido como “Xerife do Rio”, gravou também vídeos mostrando como ela recebia pensão: R$ 20 mil em dinheiro vivo

Numa conversa tensa em novembro de 2011, o deputado federal Rodrigo Bethlem, do PMDB do Rio de Janeiro, acertava com a empresária Vanessa Felippe detalhes do divórcio dos dois, como o valor que ele pagaria de pensão. Bethlem pedira licença da Câmara dos Deputados naquele ano para servir à prefeitura, como secretário municipal de Assistência Social. A discussão se estendeu por duas horas e meia na casa de Vanessa, num luxuoso condomínio da Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Seria apenas uma briga de casal, sem interesse público, não fossem as revelações comprometedoras que Bethlem fez a Vanessa. Bethlem contou que embolsava aproximadamente R$ 85 mil por mês, além de seu salário como secretário. Na conversa, ele sugere que se tratava de propina oriunda de contratos da Secretaria, incluindo um convênio para cadastrar beneficiários do Programa Bolsa Família. Bethlem também afirmou ter uma conta bancária na Suíça e praticamente admitiu caixa dois em suas campanhas eleitorais. Vanessa gravou toda a conversa, mas a manteve em segredo por mais de dois anos. ÉPOCA revela agora o áudio, inédito.

Bethlem começou a pagar a pensão em 2012. Em vez de cheques ou depósito na conta bancária, Vanessa conta que recebia em casa pacotes com dinheiro vivo. Cada remessa continha R$ 20 mil em notas de R$ 100. Vanessa reclamava que a quantia era insuficiente para bancar as despesas domésticas. Ela decidiu instalar câmeras escondidas na casa e filmou pelo menos três entregas de dinheiro. Os pacotes eram trazidos por um assessor do gabinete de Bethlem na Câmara dos Deputados em Brasília. ÉPOCA também obteve com exclusividade cópias das filmagens

A pedido de ÉPOCA, o perito Ricardo Molina analisou os vídeos e também a gravação da conversa de 2011. “Não foi encontrado, ao longo de nenhuma das três gravações periciadas, qualquer indício de manipulação fraudulenta”, diz o laudo de Molina. “Todas (as mídias) estão íntegras e sem descontinuidades, podendo ser consideradas autênticas para todos os fins técnico-periciais.”

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FHC IstoéRevista ISTOÉ

Exclusivo: “Há uma fadiga em relação ao governo”, diz FHC

Em entrevista à ISTOÉ, FHC faz uma avaliação do atual momento político e diz que o mal-estar no País, os erros da política econômica e a quebra de confiança do empresariado em Dilma ampliaram as chances de vitória de Aécio Neves.

Os últimos três infortúnios eleitorais do PSDB na corrida ao Planalto, em 2002, 2006 e 2010, tiveram como característica comum a ausência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso da campanha. Sem assumir a principal herança do partido – os dois mandatos de FHC, quando o Plano Real estabilizou a economia –, o PSDB parecia se apresentar ao eleitor vazio de identidade. Nas eleições deste ano, os tucanos resolveram se reconciliar com o passado e Fernando Henrique regressou ao epicentro da campanha, tanto pelo lado da oposição como do governo, que vê neste retorno uma possível vantagem comparativa.

O poderoso Mercadante

Com prestígio em alta, o ministro da Casa Civil acumula responsabilidades administrativas, coordena os demais ministérios e ajuda a fazer a ponte entre o Congresso e governos regionais, no momento em que Dilma precisa de tempo para se dedicar à reeleição.

Nesse momento pré-eleitoral, o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, talvez seja o ministro mais entusiasmado com a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. A todos os interlocutores, tem dito que Dilma será eleita para um novo mandato. “E a eleição não será das mais difíceis”, completa. Os quase 13 minutos da presidenta no horário eleitoral gratuito, diz ele, serão insuficientes para o governo exibir todas as suas realizações. “E governo que tem muito a mostrar não perde eleição”, aposta. Questionado sobre a alta rejeição de Dilma e a dificuldade na montagem de palanques robustos pelo País, ele não titubeia. “Participei de todas as coordenações de campanha desde 1989. Com essa experiência, reafirmo: Dilma não perde a eleição”, encerra.

Nordeste: a preocupação de Dilma

Campanha petista tenta consolidar hegemonia em seu histórico reduto eleitoral, mas esbarra no crescimento da oposição e na insatisfação da população com promessas não cumpridas.

Depois de perder força no Sudeste, a campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT) preocupa-se agora em não abrir espaço para a oposição na região onde o PT historicamente registra seus maiores índices de aprovação. A presidenta lidera as pesquisas na região Nordeste, mas se vê diante de um cenário bem diferente de 2010, quando a então candidata conseguiu a adesão de quase 90% dos nordestinos na disputa contra o tucano José Serra. Agora, quatro anos depois, além de perder eleitores para a chapa encabeçada pelo pernambucano Eduardo Campos (PSB), Dilma sofre com a migração de integrantes da sua base aliada para campanhas dos opositores e vê o senador Aécio Neves (PSDB) celebrar alianças com puxadores de votos em Estados estratégicos como Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.

Cerco ao vandalismo

Com informações passadas por agente infiltrado e por ativistas traídas pelos namorados, polícia descobre como funciona o grupo acusado de organizar manifestações violentas no Rio.

Até onde Dunga pode ir

Enquanto a CBF emite todos os sinais de que pouco pretende mudar, o governo prepara uma série de medidas para tentar modernizar o futebol no País

Dunga tem em seu currículo 77,9% de aproveitamento nos 68 jogos em que esteve no comando da Seleção, entre 2006 e 2010. Amparada nesse retrospecto, a CBF deu, na terça-feira 22, nova chance ao treinador gaúcho. Após o País protagonizar o maior fracasso da história do futebol mundial – nunca uma seleção anfitriã havia tomado uma goleada de 7 a 1 numa Copa, como o Brasil –, a estratégia da cartolagem foi promover uma troca súbita da comissão técnica e desviar o foco da modernização da estrutura do futebol brasileiro. Nesse sentido, alçar ao cargo Dunga, um tipo linha-dura, polêmico e com índices de rejeição na casa dos 80%, teria sido a saída perfeita para manter as discussões restritas à escolha do novo técnico.

 vejaRevista VEJA

 

Apagão na diplomacia

Silêncio sobre o crime do Boeing cometido pela Rússia, ataque a Israel, alvo número 1 do terror, e, em Brasília, tratamento servil ao ditador de Cuba mostram a falência moral da política externa de Dilma

Ignorar o crime de guerra de Putin na Ucrânia e agir com estridência e unilateralismo contra Israel é uma dubiedade moral inaceitável e uma traição às melhores tradições diplomáticas brasileiras, que sempre nos colocaram ao lado da amenização de conflitos e da democracia. VEJA desta semana explica a falência moral da política externa brasileira – deformação que Dilma Rousseff herdou do lulismo e amplificou – e a descida do Itamaraty para o nanismo nas relações internacionais

César Borges: relatos sobre pedido de propina no setor de transportes

Ministro revela que deputado do PR tentou achacar empresário

Caso Pasadena

O TCU responsabiliza ex-dirigentes da Petrobras por prejuízo bilionário

Crime

Os sem-terra voltam a promover invasões no Paraná

Eleições

As razões e os erros de Aécio Neves no caso do aeroporto

Polícia

Sininho em liberdade

betaRevista CARTA CAPITAL

E o mercado criou o Dilmômetro

Como o sistema financeiro pretende influenciar as urnas

Autoritarismo

A ação arbitrárias da Justiça e da polícia contra manifestantes. No Rio e em SP, manifestantes são constrangidos na tática do medo. Para especialista, acirramento da repressão teria origem no medo da reedição de protestos massivos como os do ano passado e a própria eleição.

Faixa de Gaza

A luta desigual e iníqua e a leniência do planeta. Por que, para a paz mundial, a derrubada do avião malaio é muito menos ameaçadora do que a invasão de Gaza

Norberto Odebrecht, ícone da construção civil no País, morre aos 93 anos

Do pai, recebeu uma empresa falida, que transformaria no embrião de um império cujos braços se estendem até hoje por 23 países.

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Edição: Equipe Fenatracoop

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