Título da categoria

Autem vel eum iriure dolor in hendrerit in vulputate velit esse molestie consequat, vel illum dolore eu feugiat nulla facilisis at vero eros et dolore feugait.

Arquivo de categoria Campo Grande

CENTRAIS SINDICAIS ATUAM EM DEFESA DOS TRABALHADORES NO CONGRESSO NACIONAL

Em congresso realizado entre os dias 16 e 18 de setembro pela CSB, central dos sindicatos brasileiros, na qual a Feantracoop é filiada, as entidades sindicais debateram os desafios da classe trabalhadores nos últimos anos. Mais de mil sindicatos estiveram reunidos de forma on-line representando diversos setores da classe trabalhadora puderam trocar experiências e percepções sobre o mundo do trabalho.

O foco dos 3 dias de evento foi buscar formas de reduzir os danos que a classe trabalhadora vem sofrendo, além de ações voltadas para assegurar direitos já conquistados e fomentar a economia tão prejudicada, que afeta diretamente a geração de emprego e os ganhos dos trabalhadores. Uma dessas ações é a agenda legislativa que reúne as 10 maiores centrais sindicais como forma de acompanhar o trabalho dos deputados e senadores com relação as pautas de interesse dos trabalhadores no Congresso. Além das entidades filiadas, também participaram importantes nomes da política brasileira, como Ciro Gomes, Guilherme Boulos, o Governador do Maranhão, Flavio Dino, além de deputados federais e senadores.

Essa iniciativa foi lançada em maio deste ano e já trouxe resultados bastante positivos como a derrubada das Medidas Provisórias (MPs) 1045/2021 e 1046/2021, que tratam de uma nova reforma trabalhista e barraram a redução de direitos e salários de jovens com base em um programa precariza a geração de emprego, além da renovação do auxílio emergencial que tem ajudado tantas famílias a se manterem nesse momento de crise.

A relevância do trabalho parlamentar, assim como a importância da iniciativa da Agenda Legislativa das Centrais Sindicais 2021 como instrumento de manutenção do diálogo social aberto com os partidos políticos, parlamentares e líderes de bancadas do Congresso Nacional demonstra que estamos no caminho certo”, explicou Neuriberg Dias, analista político, assessor técnico do Diap e sócio-diretor da Contatos Assessoria Política.

Neuriberg Dias

O presidente da Fenatracoop, Mauri Viana, foi um dos líderes que discursou no evento. Ele falou aos participantes sobre a importância de os sindicatos reinventarem uma nova forma de sustentação sindical, já que o sindicalismo vem passando por uma reformulação nos últimos anos e precisa se blindar dos ataques daqueles que querem ver os trabalhadores sem representatividade.

“Essa estratégia de atacar os sindicatos, vem colocando em risco os trabalhadores, que manipulados por notícias falsas disseminadas pela internet, acabam não entendendo o quão importante é o sindicato para a vida dele. Nós da Fenatracoop, lá em 2017, fomos os primeiros a acabar de vez com a contribuição sindical e qualquer outra taxa associativa. Desenvolvemos um sistema confederativo, que amparada pela nossa constituição, é uma forma de sustentação verticalizada do sistema, onde acabamos com o viés financeiro das negociações coletivas de financiamento sindical e isso é bom para o trabalhador e tem sido muito bem aceito pelas cooperativas, que inclusive estão nos copiando e criando o sistema confederativo patronal”, explicou.

Mauri Viana Pereira – Presidente da Fenatracoop e Sintracoop/PR

Mauri ainda elogiou a iniciativa das centrais de se unirem por um bem comum que é a classe trabalhadora.

É louvável o trabalho que as centrais vêm fazendo, de manter o diálogo com o Congresso, pressionar os deputados com relação as pautas importantes para a classe trabalhadora. É muito importante nos mantermos vigilantes, porque em um piscar de olhos nossos direitos que foram duramente conquistados acabam do dia para noite”, encerrou.

Mauri Viana Pereira – Presidente da Fenatracoop e Sintracoop/PR

Enviado pela Fenatracoop – 23/09/2021 – as 13h50

Manchete nos Jornais desta Quarta-feira, 16 de Junho de 2021

Estiagem deve elevar taxa na conta de luz em ao menos 20%
Com uso de usinas térmicas para compensar déficit das hidrelétricas, Aneel acionará a bandeira vermelha 2.O porcentual será definido até o fim do mês. Diante da seca histórica nos principais reservatórios das hidrelétricas, o entendimento é de que será preciso aumentar os valores cobrados dos consumidores em virtude do maior uso de usinas térmicas, necessárias para garantir o abastecimento. Pela proposta apresentada em março, as taxas cobradas vão aumentar quando for acionada a bandeira vermelha. No patamar 1, a taxa adicional pode subir de R$ 4,169 para R$ 4,599 a cada 100 quilowatts-hora consumidos – aumento de 10%. No patamar 2, que está em vigor neste mês, o reajuste pode chegar a 21%, passando de R$ 6,243 para R$ 7,571.

Sob pressão de servidor, Câmara discute reforma
Comissão especial formada na Câmara faz primeira reunião em meio a pressões de diversas categorias para manter condições como estabilidade no serviço público; relator afirma que isso pode comprometer ritmo de votação do texto ainda neste ano.A comissão especial formada na Câmara dá hoje o pontapé inicial na discussão da reforma administrativa, em reunião cercada de forte pressão para definir a lista das categorias de Estado no texto da Constituição. A cena já se repete. Maia já recebeu mais de 200 pedidos de audiência das mais diversas carreiras do funcionalismo depois que foi escolhido para a relatoria. Ele disse que não quer atender uma categoria e deixar outra de fora. Por isso, sugere aos representantes que procurem os deputados. “Eles têm de convencer o plenário da comissão.”A estratégia de definir quem pertence a esse rol de servidores só depois de aprovada a reforma foi a escolhida pela equipe econômica para que essa discussão não atrapalhasse a tramitação.

Lira acelera mudança de lei que pode beneficiá-lo
Presidente da Câmara tem duas condenações pela Lei de Improbidade Administrativa, que vai a voto hoje.Lira, aliado do presidente Jair Bolsonaro, é um dos articuladores da revisão nas normas, que deve ser votada hoje em plenário.O deputado foi condenado pela Justiça de Alagoas em duas ações do tipo ligadas a uma operação da Policia Federal em 2007 que apurou desvios na Assembleia Legislativa local, onde ele atuou de 1999 a 2011.
Entre outras coisas, as propostas alteram a punição com a perda da função pública, ponto especialmente sensível a Lira.Essa pena estaria barrada quando o condenado não ocupa mais o cargo que originou o processo —caso do presidente da Câmara, deputado federal desde 2011.

O Estado de S. Paulo

  • Mudanças trazidas pela pandemia puxam demanda do produto
  • Vendas de siderúrgicas crescem em ritmo chinês, apesar da alta no preço do aço
  • País pode se tornar uma potência mundial com práticas sustentáveis, diz executivo
  • País recua anos na Amazônia, diz ‘pai da sustentabilidade’
  • Parcela do auxílio será antecipada e estará liberada até o dia 30
  • Em cada estado, um entrave diferente
  • Falta de chuvas muda paisagem nas Cataratas do Iguaçu
  • Manchete: Estiagem deve elevar taxa na conta de luz em ao menos 20%
  • Bolsa Família vai a R$ 300, diz Bolsonaro
  • Alta do PIB afasta colapso na dívida
  • ‘Bolsonaro precisa dizer que é a favor’
  • Proposta gera divisão até entre deputados da base do governo
  • Inclusão de categorias como carreiras de Estado ameaça reforma administrativa
  • ‘Vácuo’ do MEC pode comprometer entrega de livros
  • Betim vacina de 12 a 14 anos e cria polêmica
  • Prefeitura de SP escalona vacinação de grupo com mais de 50 e lança ‘filômetro’
  • Descaso explica surto de covid-19 na Copa América

O Globo

  • Grupos ‘Pix 1 real’ no WhatsApp podem ser pirâmides financeiras
  • Ponte aérea testa check-in por reconhecimento facial
  • Boeing e Airbus: acordo histórico põe fim à disputa
  • Fusões e aquisições: US$ 34 bi
  • Fintech brasileira Ebanx recebe aporte de US$ 430 milhões dos fundos da Advent
  • Equipe econômica vai propor cortes para bancar novo Bolsa Família
  • Receita contesta dados e diz que país é prejudicado pela metodologia
  • Empresas gastam até 1.501 horas para pagar impostos
  • Travas à MP da Eletrobras
  • Uso de termelétricas contra crise custará R$ 9 bi, diz Aneel
  • Lira vê possibilidade de racionamento nos moldes do adotado em 2001
  • Tudo para driblar escassez
  • Editoras dizem que há riscos de atrasos nos livros para as escolas públicas em 2023
  • Quase 10 milhões estão sem condições de infraestrutura para volta às aulas
  • ‘A vacina significa uma imunidade permanente’
  • Bolsonaro diz que vetará ‘passaporte de imunidade’
  • 40 anos de HIV
  • Senado aprova PL que prioriza a vacina para grávidas e lactantes

Folha de S. Paulo

  • Startups aprisionam carbono de forma permanente
  • Fintechs financiam painel solar via economia na conta de luz
  • Crítica das ‘big techs’ vai chefiar agência do consumidor dos EUA
  • Advent Investe R$ 2,1 BI Na Ebanx
  • SP, Minas e Roraima lideram ranking de ambiente de negócios
  • Energia cara põe pressão no Copom por aperto maior nos juros
  • Congonhas testa check-in por reconhecimento facial
  • EUA e Europa anunciam trégua em disputa de 17 anos sobre Boeing e Airbus
  • Bolsonaro quer esperar Eletrobras antes de editar MP do racionamento
  • Inflação da construção civil derruba pela metade lucro das incorporadoras no 1º tri
  • Governo avalia dar verba para órfãos da Covid
  • Conta de luz deve subir com reajuste acima de 20% na bandeira vermelha
  • Entenda como funciona o sistema de bandeiras tarifárias na energia elétrica
  • Defesa alerta para sucateamento das Forças Armadas e pede mais verba
  • Em meio à reabertura, EUA atingem 600 mil mortes por Covid
  • Armas nucleares podem salvar a cúpula Biden-Putin
  • Análise – Fábio Zanini: Bolsonaro perde amigos e precisará ter cuidado com os ex
  • Sobe a 53 número de casos de Covid na Copa América
  • Bolsonaro veta MP que exime streaming de pagar tributo
  • Presidente ameaça vetar passaporte da vacina aprovado pelo Senado
  • ‘Precisa ter propaganda na TV sobre Covid?’, diz Bolsonaro
  • Europa prepara reforço de vacina contra Covid
  • SP escalona vacinação para quem tem de 50 a 59 anos
  • Cidades brasileiras começam a imunizar adolescentes
  • Exército já vacina militar de 43 anos, enquanto Brasília patina nos 50 anos

Valor Econômico

  • Situação de reservatórios é ‘preocupante’, alerta ONS
    Presidente Jair Bolsonaro e seu entorno já vislumbram impactos políticos negativos por conta do quadro que o setor elétrico enfrentará com a crise hídrica
  • Vacina melhora as projeções de diversos setores
    Para o mercado financeiro, a antecipação do calendário de vacinação em alguns Estados beneficia a atividade e reforça o viés positivo da bolsa de valores
  • Exportadores levam cartel do câmbio à Justiça
    Ação coletiva pede indenização de quase R$ 20 bilhões a 19 bancos que estariam envolvidos em esquema internacional de manipulação de taxas do dólar
  • Academia vai às empresas
    Setor empresarial e instituições de ensino se unem para solucionar problemas e desenvolvimento de tecnologias
  • Bomba fiscal pode custar R$ 26 bi ao ano a Estados
    Julgamento no STF definirá a validade de alíquotas diferenciadas do ICMS sobre serviços de energia elétrica e telecomunicação
  • Nova peça de barganha para Biden com o Brasil
    Violação ambiental faria exportador perder tarifa zero
  • China responde por 70% do saldo comercial do país
    Boletim destaca que os preços comandam o dinamismo das exportações brasileiras para asiáticos
  • ANP prevê 7 bi de barris fora da plataforma continental
    Objetivo da agência é ampliar produção e acelerar exploração do pré-sal
  • Novos prazos para vacinação dão ânimo a empresas
    Alguns setores já preveem aumento do faturamento com meta de imunização mais curta
  • Estudo indica que covid-19 pode deixar sequelas de saúde em até 25% dos casos
    Cerca de 25% dos pacientes analisados nos EUA buscaram atendimento de saúde para outros problemas até um mês depois de terem tido covid-19
  • Aproximação EUA-UE eleva pressão sobre a China
    Na primeira viagem internacional de Joe Biden como presidente dos EUA, os seus planos de formar uma coalizão internacional capaz de enfrentar a China começaram a ganhar mais evidência
  • Neoenergia adota protocolo para financiamento de negócios sustentáveis
    Objetivo é dar maior transparência aos investidores quanto à alocação e destinação dos recursos captados para projetos de baixa emissão de carbono

Sintracoop-MS firma convenção coletiva com ganho real de salário com a OCB/MS

O Sindicato dos trabalhadores em cooperativas do Mato Grosso do Sul, Sintracoop – MS, firmou o instrumento coletivo de trabalho que vai beneficiar cerca de 6 mil trabalhadores das cooperativas no estado. A convenção coletiva (CCT) é válida para o período de primeiro de julho de 2019 a 30 de junho de 2020 e os reajustes já passaram a valer no primeiro mês da data-base, o que, segundo o presidente, Gilmar de Oliveira, foi uma grande conquista. “Sempre ficamos meses negociando, este ano conseguimos fechar cedo a convenção, mantivemos um bom dialogo com o patronal e garantimos não só aumento pela inflação, mas também um ganho real que poucas categorias estão conseguindo. Apesar de árdua, a negociação valeu a pena e pudemos garantir aos trabalhadores mais salário e mais valorização”, afirmou.

Os trabalhadores sul mato-grossenses garantiram 5% de reajuste salarial (3.1 inflação + 1.69 de ganho real), piso salarial de R$ 1.221,10, adicional por tempo de serviço, auxilio alimentação, auxilio saúde, além de itens como saúde e segurança no trabalho. Segundo o presidente, os ganhos com a convenção deste ano estão dentro do que o sindicato e que os próprios trabalhadores estavam esperando. “Sabemos que tem sido um ano difícil, temos visto as entidades sindicais com muita luta para conseguir pelo menos manter o que já foi conquistado durante anos de negociação, então eu tenho certeza que a nossa CCT vai atender as expectativas dos trabalhadores porque não só garantimos os direitos já adquiridos como também conquistamos outros. Um destaque é para a aplicação do programa turismo do trabalhador que vai proporcionar dias de férias em família com valor justo e parcelado. Acho que conseguimos atender bem os nossos associados”, comemorou.

Com a convenção Coletiva firmada, o sindicato segue agora para a negociação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) diretamente com as cooperativas. Os acordos visam ampliar os benefícios já firmados em convenção geral, além de implantação de programas de participação nos resultados. “Atendendo as especificidades de cada cooperativa podemos realizar novas negociações que garantam ainda mais ganhos para o trabalhador, respeitando a realidade de cada região e de cada cooperativa. Com os acordos poderemos atender ainda melhor os trabalhadores da nossa base, pois em cada visita ouvimos o que eles estão precisando e os anseios para as negociações. Temos certeza que vamos garantir ainda mais vitórias e isso só é possível devido a confiança que os associados têm depositado nessa diretoria e eu sou muito grato por isso”, finalizou Gilmar.

Enviado pela Equipe de Comunicação da Fenatracoop – 23/07/2019 ás 16:09

MPT confirma: benefícios somente para os associados do sindicato!

A Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região confirma: sob à Luz da Lei 13.467/2017 (nova Legislação Trabalhista), benefícios como: vale-alimentação, vale-transporte, Participação nos Lucros, reajuste salarial, dentre outros, somente farão jus os empregados que contribuem ao sindicato.

Na ação para abrir procedimento investigatório da cláusula que só permite tais benefícios para quem paga as contribuições, a procuradora do Trabalho, Dra. Heloise Ingersoll Sá, não só arquivou o pedido como reiterou que a nova legislação não alterou o artigo 513, da CLT, que diz que cabe aos sindicatos impor através de assembleia contribuições sindicais para todos aqueles que participam da categoria.

Portanto, “quem não contribui com o Sindicato de sua categoria, se isenta de participar dos benefícios conquistados pela entidade, sendo assim, abre mão do cumprimento de todas as cláusulas da Convenção Coletiva, seja no tocante às contribuições decididas em assembleia, quanto também as cláusulas econômicas e direitos auferidos”.

Confira na íntegra a decisão:
http://www.ugtparana.org.br/uploads/mpt_002.pdf

Exclusivo: As silenciosas mortes de brasileiros soterrados em armazéns de grãos

Repórter comenta esta reportagem; assista – Matéria completa abaixo:

BBC News Brasil
Publicado em 29 de ago de 2018

Os ajudantes Edgar Jardel Fragoso Fernandes, de 30 anos, e João de Oliveira Rosa, de 38, iniciavam o expediente na Cooperativa C. Vale, em São Luiz Gonzaga (RS), quando foram acionados para desentupir um canal de um armazém carregado de soja.

Era abril de 2017, quando a colheita da oleaginosa confirmava as previsões de que o Brasil atingiria a maior safra de sua história. Enquanto tentavam desobstruir o duto caminhando sobre os grãos, os dois afundaram nas partículas. Morreram asfixiados em poucos segundos, encobertos por várias toneladas de soja.

Acidentes como esse em armazéns agrícolas têm se tornado frequentes conforme o agronegócio brasileiro bate sucessivos recordes – expondo um efeito colateral pouco conhecido da modernização do campo.

Um levantamento inédito feito pela BBC News Brasil revela que, desde 2009, ao menos 106 pessoas morreram em silos de grãos no país, a grande maioria por soterramento.

Cada vez mais comuns nas paisagens rurais do país, silos são grandes estruturas metálicas usadas para armazenar grãos, evitando que estraguem e permitindo que vendedores ganhem tempo para negociá-los.

Foram contabilizados apenas casos noticiados pela imprensa – o que, segundo especialistas, indica que as ocorrências sejam ainda mais numerosas, pois nem todas as mortes são divulgadas.

O ano com mais acidentes fatais foi 2017, quando houve 24 mortes, alta de 140% em relação ao ano anterior. Em 2018, houve 13 ocorrências até julho – sinal de que as mortes devem se manter no mesmo patamar de 2017, considerando-se o histórico de distribuição das ocorrências ao longo do ano.

Os Estados que tiveram mais casos são os mesmos que lideram o ranking de produção de grãos: Mato Grosso (28), Paraná (20), Rio Grande do Sul (16) e Goiás (9). Houve mortes em 13 Estados distintos, em todas as regiões do país.

Sorriso (MT), o município brasileiro com maior valor de produção agrícola – R$ 3,2 bilhões em 2016, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – foi também o que registrou mais mortes em silos, empatado com a também mato-grossense Canarana, com sete casos cada.

Trabalhos mais perigosos no Brasil

“Os dados são estarrecedores”, diz à BBC News Brasil Idelberto Muniz de Almeida, professor de Medicina do Trabalho da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Botucatu.

Segundo ele, o levantamento indica que o trabalho em silos está entre as atividades com mais acidentes fatais no país, depois das profissões sujeitas a mortes no trânsito.

Não há estatísticas oficiais precisas sobre mortes em armazéns de grãos no Brasil. Quando trabalhadores sofrem acidentes, cabe ao empregador informar a ocorrência ao Ministério da Previdência Social. No formulário de notificações, porém, não há um código para armazéns agrícolas, englobados pela categoria mais abrangente de “depósitos fixos”.

Segundo o ministério, o setor de armazenagem – que inclui o trabalho em silos de grãos, mas também em vários outros tipos de armazéns – teve 11,13 mortes a cada 100 mil trabalhadores em 2016, último ano com dados disponíveis. O índice deixa o setor entre os 25% campos econômicos mais mortíferos para trabalhadores no Brasil.

Em outro sistema de contagem, o Ministério Público do Trabalho – braço do Ministério Público da União – registrou 14 mortes de trabalhadores por asfixia, estrangulamento ou afogamento causados por cereais e derivados entre 2012 e 2017.

O levantamento da BBC News Brasil considera todas as mortes por acidente de trabalho em armazéns de alimentos a granel (não empacotados) que foram noticiadas por veículos jornalísticos. Os casos foram pesquisados por meio de sites de busca, em mídias sociais e no YouTube.
Mortes evitáveis

O professor Idelberto Almeida afirma que a maioria dos acidentes em silos ocorre quando medidas de prevenção não são adotadas ou não funcionam de forma adequada. “As estratégias para evitar esses acidentes são amplamente conhecidas há pelo menos 15 anos”, diz.

Segundo o professor, a ocorrência de vários casos em um mesmo Estado ou município indica que “o poder público tem se mostrado impotente” diante do fenômeno.

Em geral, soterramentos em silos matam em instantes. O trabalhador é asfixiado ao afundar nos grãos e não consegue subir à superfície, como se fosse sugado por uma areia movediça.

Na maioria dos casos, ele é engolido ao caminhar sobre os grãos sem cordas de segurança enquanto tenta movimentar as partículas para desobstruir dutos. Os grãos costumam se aglutinar quando há excesso de umidade, travando o funcionamento do silo.

Em outros casos, menos numerosos, o trabalhador é encoberto por uma avalanche de grãos quando paredes do armazém colapsam – pondo em risco até quem está fora da construção – ou quando há grandes deslocamento de partículas dentro da estrutura.

Silos podem ainda explodir se tiverem grande quantidade de pó de cereais – material que se transforma em combustível quando em contato com superfícies muito aquecidas ou faíscas.
Sobrevivente de acidente em silo

Quando é envolto pelos grãos, o trabalhador raramente sobrevive.

Por isso, quando Anderson Rodrigo Reis começou a afundar em um monte de soja em um silo em Paranapanema (SP), pensou que não escaparia.

“Gritei: ‘pelo amor de Deus, me segura que estou indo para baixo e vou morrer, não estou achando o chão, estou afundando, afundando!'”, ele conta à BBC News Brasil.

Hoje com 40 anos, Reis trabalhava desde 2014 na Cooperativa Agro Industrial Holambra como ajudante geral.

Naquele dia, em julho de 2017, entrou no silo para ajudar a carregar um caminhão. Foi quando um colega, diz, prendeu a perna na pilha de grãos ao empurrar a soja para o canal que abastecia o veículo.

“Puxei ele, mas senti que a soja estava fofa e era melhor sair. Ajudei ele a tirar a botina e, quando estávamos saindo, afundei de vez.”

Em alguns segundos, diz o ajudante, os grãos chegaram à cintura. O colega tentava puxá-lo pelos ombros, mas a pressão da soja sobre o corpo impedia que fosse içado.

Quando estava só com o pescoço para fora, seu pé tocou a borda de uma estrutura metálica. Foi naquele ponto que o ajudante geral se apoiou por quase cinco horas, até ser resgatado por uma equipe de bombeiros.

Ele diz que a pressão da soja o obrigava a respirar “bem devagarinho”. “Vai apertando como lata de sardinha; você não sente dor numa parte, sente em tudo.”

Reis conta que, apesar da gravidade do acidente, a empresa relutou em esvaziar o silo para facilitar o resgate, pois não queria perder dinheiro com o descarte. Mas relata que os bombeiros insistiram e abriram uma fenda na lateral da construção, permitindo que o nível de soja baixasse e ele fosse puxado.

O ex-ajudante diz que conhecia os riscos do trabalho em silos e havia sido treinado para a atividade. Ele sabia que, ao caminhar sobre a massa de grãos, trabalhadores deveriam estar presos por cordas a um sistema de ancoragem.

Mas afirma que, quando não havia técnicos de segurança no silo, como naquele dia, os supervisores afrouxavam as regras para acelerar os trabalhos. Ele não vestia cinto de segurança quando sofreu o acidente.

Desde aquele episódio, Reis nunca mais conseguiu entrar em silos. Ele diz que pediu à empresa para ser transferido a outros setores, mas que, nove meses depois do acidente, foi demitido sem justificativas.

Procurada pela BBC News Brasil, a Cooperativa Agro Industrial Holambra não quis comentar o caso.

Gases tóxicos em silos

Bombeiro em Sorriso (MT), um dos dois municípios que registraram mais mortes em silos (7), o tenente Gustavo Souza já atendeu quatro casos de soterramentos em armazéns. Em todos eles, não houve sobreviventes.

Ele diz que, em alguns casos, o trabalhador cai nos grãos e é soterrado após passar mal com gases tóxicos produzidos por sua fermentação.

Há ainda casos em que as mortes são causadas unicamente pela inalação desses gases – como em ocorrências registradas em Poços de Caldas (MG), Cachoeira do Sul (RS) e Tangará da Serra (MT).

No acidente em Tangará, em 2011, a vítima foi justamente um bombeiro que tentava resgatar dois trabalhadores que haviam passado mal com gases tóxicos em um silo com soja. O soldado Valmir Bezerra de Jesus desmaiou durante a operação e passou 17 dias internado antes de morrer. Os dois trabalhadores sobreviveram.

As normas de segurança em silos incluem o uso de sistemas de ventilação e de detecção de gases tóxicos. Em situações extremas, trabalhadores só devem entrar nas instalações com máscaras de oxigênio.

Souza diz que resgatar trabalhadores nessas condições é uma das atividades mais temidas entre seus colegas. “Se a gente não toma cuidado com nossa própria segurança, também vira vítima.”

Acidentes em traders de grãos

O levantamento mostra ainda que acidentes fatais ocorreram tanto em armazéns de cooperativas (normalmente geridas por grupos de produtores rurais) e de fazendas individuais quanto em silos de multinacionais que comercializam grãos, conhecidas no setor como traders.

Foram registradas mortes em armazéns das gigantes Cargill (4), Bunge (2) e Amaggi (1).

Em nota à BBC News Brasil, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), que representa as três multinacionais, diz que os silos de todas as propriedades e empresas ligadas à associação estão sujeitos a um rígido controle de segurança, que inclui a identificação de riscos, medidas preventivas e capacitação profissional.

Silos que armazenavam milho e soja predominam entre os locais de acidentes fatais, mas também houve mortes em armazéns de arroz, café, açúcar, ração animal e feijão.

Em seis casos, os mortos não eram trabalhadores, e sim parentes que os acompanhavam e jamais poderiam ter entrado nos silos.

Em 2017, uma mulher morreu soterrada em Alta Floresta (MT) enquanto levava um prato de comida ao marido, que trabalhava ali. Dois anos antes, um menino de 8 anos foi soterrado quando brincava em um silo na fazenda dos avós, em Três Lagoas (MS).

Desde 2015, outros dois meninos de 7 anos morreram soterrados em armazéns em Tangará da Serra (MT) e Marechal Cândido Rondon (PR), e uma menina de 9 anos morreu encoberta pela soja em Cerrito (RS).

Os acidentes ocorrem em um momento em que o país amplia a quantidade de armazéns agrícolas para acompanhar o aumento na produção.

Entre 2000 e 2016, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a capacidade de armazenagem de grãos no país cresceu 80%, favorecida em grande medida por linhas de crédito públicas.

Apesar do aumento, a companhia diz que a capacidade de armazenamento do Brasil precisaria crescer mais 48% para cobrir toda a produção atual.

Normas de segurança em silos

As recorrentes mortes em silos no Paraná, segundo Estado com mais registros (20), mobilizaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) local.

No segundo semestre de 2017, o escritório do MPT em Londrina, que atua em 70 municípios, pediu a todas as empresas com silos informações sobre o cumprimento da norma 33 do Ministério do Trabalho, que rege as atividades em ambientes confinados – categoria que inclui o trabalho em armazéns de grãos.

A norma contém quase uma centena de orientações para prevenir acidentes nesses espaços, entre as quais proibir o acesso de pessoas não treinadas, testar com frequência os equipamentos de segurança e realizar simulações de salvamento.

O procurador do Trabalho Marcelo Adriano da Silva diz à BBC News Brasil que, a partir das informações levantadas, o órgão pedirá às empresas que se adequem à norma ou entrará com uma ação civil pública para cobrá-las na Justiça a seguir as regras.

Douglas Nunes Vasconcelos, procurador do Trabalho em Mato Grosso, Estado que lidera o ranking de ocorrências (28), atribui as mortes a falhas na fiscalização por parte do Ministério do Trabalho e Emprego.

Ele afirma que os auditores do ministério responsáveis por fiscalizar os silos são insuficientes – e que a carência se agravou com os cortes orçamentários dos últimos anos.

Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais, o número de profissionais na ativa é o menor dos últimos 20 anos: há hoje 2.305 auditores-fiscais em todo o país, e 1.339 cargos estão vagos.

Em Mato Grosso, auditores baseados em Rondonópolis e Cuiabá são responsáveis por fiscalizar uma área tão extensa quanto a Venezuela.

O procurador diz ainda que, como o trabalho em silos é sazonal, muitas empresas costumam terceirizar os serviços, recorrendo a trabalhadores temporários e sem treinamento adequado.

“Tentamos cobrar as empresas, mas nossa perna é curta”, afirma. No escritório do MPT em Sinop (MT), onde ele atua, há dois procuradores. A unidade é responsável pelo norte mato-grossense, região com grande produção agropecuária.

Procurado pela BBC News Brasil no dia 1° de agosto, o Ministério do Trabalho não quis indicar um representante para uma entrevista sobre as mortes em silos.

O órgão disse em nota que o número de empresas fiscalizadas em setores que utilizam armazéns agrícolas (como comércio atacadista de soja, moagem de trigo e beneficiamento de arroz) passou de 35, em 2016, a 713, em 2017. Em 2018, segundo a pasta, já houve 607 empresas inspecionadas.

Questionado sobre as críticas do procurador de Mato Grosso, o ministério disse que há hoje 15 silos e armazéns interditados por condições inadequadas naquele Estado.

Afirma, porém, que “muitos dos armazéns (em Mato Grosso) estão localizados em zonas rurais (…), o que dificulta a inspeção in loco”.

“Devido ao tamanho do Estado, é pensado também em outras formas de intervenção para potencializar as adequações, somando-se às inspeção físicas, tais como reuniões com os empregadores, notificação coletiva e ações fiscais indiretas”, afirma.

Mortes em silos em outros países

Nos Estados Unidos, país com capacidade de armazenamento de grãos quase quatro vezes superior à brasileira, houve 23 mortes por soterramento em silos em 2017, segundo um estudo da Purdue University.

Até os anos 1970 e 1980, a maioria de mortes em silos nos EUA ocorria quando as unidades explodiam. Normas federais de segurança adotadas a partir de 1988 reduziram drasticamente essas ocorrências, mas as mortes anuais por soterramento continuaram na casa dos dois dígitos.

Naquele país, silos construídos em fazendas, que concentram boa parte dos acidentes, não são obrigados a seguir as normas federais de segurança – regalia atribuída à influência do lobby agrícola na política americana.

Na Argentina, outro país com grande produção de grãos, mortes em armazéns também são frequentes. Em 1985, a explosão de um silo na cidade portuária de Bahía Blanca matou 22 pessoas e gerou comoção nacional.

Na China, um dos acidentes mais recentes em silos, ocorrido em 2017 na província de Shandong, causou seis mortes – lá, uma avalanche de grãos encobriu os trabalhadores.

Trabalhadores responsabilizados pelos acidentes

Irmão de Edgar Jardel Fragoso Fernandes, um dos trabalhadores soterrados no silo da C. Vale em São Luiz Gonzaga (RS), em 2017, o comerciante João Teófilo Fragoso Fernandes diz que o cumprimento de normas de segurança teria evitado as mortes.

Um laudo de auditores do trabalho após a ocorrência constatou o descumprimento de 27 regras de segurança na ocasião.

Entre as falhas citadas estavam a falta de capacitação dos profissionais, jornadas excessivamente longas e a inadequação dos equipamentos de segurança. Segundo o laudo, o silo não tinha qualquer sistema de ancoragem por cordas que impedisse o afundamento dos trabalhadores na massa de soja – item indispensável para a realização da atividade.

O documento diz que a cooperativa “culpou apenas os trabalhadores acidentados pela ocorrência, afirmando que eles não usavam cintos de segurança e não seguiram os procedimentos”.

Os auditores afirmam, porém, “que não teria como haver a utilização de cintos de segurança sem pontos de ancoragem adequadamente projetados e instalados”.

A cooperativa teve o silo interditado após o acidente.

Filhos traumatizados pela morte

Quinze anos mais velho que o irmão, Fernandes diz que o tratava como um filho. “Eu criei esse rapaz. Somos de família humilde – nosso pai era pedreiro, passamos por muita luta e desde cedo aprendemos a trabalhar.”

Edgar tinha um casal de gêmeos, hoje com 13 anos, e ajudava a criar os outros dois filhos de sua esposa.

O irmão diz que os gêmeos estão traumatizados. “Parece que não caiu a ficha, que ainda não entenderam a realidade de que não têm mais o pai. Chega a correr água dos olhos, parece que o menino está hipnotizado.”

Fernandes conta que o ajudante “era um guri cheio de planos”, entre os quais fazer faculdade e prestar concurso para policial.

Não foi o primeiro acidente fatal em silos da C. Vale. Em 2011, outro trabalhador morreu soterrado por grãos de soja em uma unidade da cooperativa em Guarapuava (PR).

A C. Vale enviou uma nota à BBC News Brasil dizendo que, nos dois casos, os acidentados eram funcionários terceirizados e haviam passado “pelos devidos treinamentos para trabalho em espaços confinados, com o recebimento de todos os equipamentos de proteção individual necessários ao desempenho das atividades”.

A cooperativa não respondeu, no entanto, por que tantas falhas de segurança foram detectadas no laudo do Ministério do Trabalho. Diz ter atendido “prontamente a todas as solicitações do agente ministerial, não tendo sido instaurado contra si qualquer procedimento disciplinar até o presente momento”.

A família está processando a C. Vale. Fernandes diz que, mais do que uma indenização, os parentes querem que o episódio seja esclarecido.

O comerciante afirma ter ficado indignado com o argumento da cooperativa de que Edgar foi desleixado no momento do acidente – segundo ele, seu irmão nunca reclamava de trabalhar e estava havia várias semanas sem folga.

“Meu irmão morreu num domingo às três da tarde. Quantas pessoas estão dispostas a trabalhar num domingo? Isso já diz muito sobre ele.”

Colaborou Amanda Rossi, da BBC News Brasil em São Paulo.

Edição: Equipe Sintracoop – 29/12/2018

“Como combater as atitudes antissindicais das empresas depois da reforma trabalhista”.

O Fórum Estadual de Liberdade Sindical promovido pelo CSB (Centrais Sindicais Brasileiro) com iniciativa do MPT/PR (Ministério Público do Trabalho) no município de Londrina (PR) foi realizado pela primeira vez Neste encontro, que reuniu dirigentes, juristas e autoridades acadêmicas, teve por objetivo discutir o tema: “Como combater as atitudes antissindicais das empresas depois da reforma trabalhista”.

Com uma programação de palestras e debates sobre os assuntos, tais como a violência empresarial e antissindicalidade, sintomas de déficit democrático; aspectos prático-teóricos da antissindicalidade e estratégias e também as formas de combate às condutas antissindicais deram um norte na troca de ideias entre os participantes.

De acordo com o vice-presidente da CSB PR, Marcelo dos Santos, o propósito do Fórum foi fortalecer o movimento sindical paranaense após a aprovação da Lei 13.467/2017 por meio da ampliação do diálogo e da capacitação dos dirigentes sindicais.

“Agora, com a reforma trabalhista, o patronal está se sentindo um semideus, porque ele acha que pode tudo. E aí os sindicatos não são reconhecidos. Então, precisamos nos defender. A gente quer ter os nossos direitos e sermos valorizados como os representantes dos trabalhadores. É a primeira vez que se fez esse Fórum em Londrina, e a intenção é ampliar ainda mais o debate, levando o evento a outras regiões do Paraná”, destaca Santos.

Durante o Fórum, os responsáveis por ministrar as palestras e conduzir as discussões foram o consultor sindical e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Sandro Lunard Nicoladeli; o juiz da 6ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho de Londrina e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Dr. Reginaldo Melhado; o advogado trabalhista Dr. Iraci da Silva Borges; o procurador do MPT/PR, Dr. Marcelo Adriano da Silva; o advogado e professor da UEL, Dr. Renato Lima Barbosa; a advogada e consultora sindical, Dra. Luara Scalassara; e o procurador do MPT/PR, Dr. Heiler Ivens de Souza Natali.

A luta de classes é parte das conquistas de nossa história e estas foram alcançadas com muito fervor pela classe trabalhadora, por todos que se juntaram de diversas categorias, são os chamados heróis anônimos que nos deixaram muitos legados e direitos para os trabalhadores, independente das mudanças neste olhar sobre os avanços da tecnologia do mercado ou a sua qualificação, os trabalhadores de hoje tem que expressar seus anseios, e se for preciso fazer mudanças que elas ocorram garantindo direitos e segurança mas também o aumento salarial que o sustem, não pode haver a segregação ou ainda pior, o preconceito difamatório promovido pelo patronal, sub julgando a classe como dispensável, sem oferecer uma voz em sua defesa.

Ao longo do tempo, muitos deputados buscaram lacunas da Lei para promover sindicatos fantasmas que só existiram ou ainda, por enquanto existe, para se promoverem e se abastecerem por este meio, não oferecendo em nada, a manutenção dos seus direitos, segurança ou melhores salários, com assembleias fraudulentas para enganar a justiça e se manterem omissos ao seu dever, o que é pior ainda, denegrindo a imagem dos sindicatos formados com boa vontade política de trabalho com honestidade na defesa dos nossos trabalhadores.

A nova Lei Trabalhista não veio em benefício do trabalhador e muito menos para diminuir a estatística sobre emprego, mas para favorecer aos patrões e consequentemente a economia produzida, sem que com isso fosse olhado várias questões, a qualificação numa educação equivalente a produção sobre os meios tecnológicos com objetivo de promover o melhor emprego, mas ainda, a competitividade que no Brasil, em comparação a outros países está abaixo em muitas estatísticas. O que estamos vendo é o subemprego, ou como muitos escrevem “A escravidão moderna” quando se exploram em contratos valores ínfimos salariais a sua sobrevivência.

A questão sindical mais do que nunca deve ser promovida para buscar políticas relativas a este sensor econômico que o mercado atravessa e achar as diretrizes que venham nortear, se não o avanço nos direitos do trabalhador, mas a uma justiça que seja capaz de amparar aquele que produz as riquezas de nosso país em conformidade com todos estes avanços no mercado produtivo.

 

 

Equipe Sintracoop – 10/09/2018 – ás 10:05

Expresso Instituto Sicoob oferecerá cursos profissionalizantes em Campo Grande

Entre os dias 13 e 17 de agosto, a cidade de Campo Grande (MS), que faz parte da área de atuação do Sicoob Horizonte, receberá o Expresso Instituto Sicoob. O ônibus, adaptado e equipado, é uma estrutura itinerante de formação profissional e cidadã que visita diversas cidades oferecendo gratuitamente mais de 80 cursos de capacitação, com duração de quatro a seis horas.

Temas variados – Os cursos oferecidos terão temas variados, como administração do tempo, conquista do primeiro emprego, combate ao stresse e ansiedade, estratégias para parceria entre escola e família, informática e técnica de vendas

Atividades – As atividades do Expresso Instituto Sicoob em Campo Grande estarão disponíveis das 07h30 às 17h, na Escola Municipal Professor José de Souza (Rua das Camélias, bairro Oliveira).

(Imprensa Sicoob Unicoob) Quinta, 09 Agosto 2018 10:12

A presença do Sindicato na vida do Trabalhador brasileiro

A Constituição de 1988 reconheceu os Sindicatos como representantes dos trabalhadores e consolidou-as como fundamentos na defesa laboral.  Reafirmando que os direitos previstos na CLT são ampliados através da intervenção do Sindicato e também por meio da negociação coletiva, que estabelece a prevalência do negociado sobre o legislado em convenções coletivas de trabalho.

Todos os avanços que contamos hoje foi fruto da luta dos sindicatos, são os resultados dos embates históricos entre patrões e empregados, representados por suas entidades sindicais.

Algumas conquistas históricas que marcam a presença do Sindicato no Brasil:

• Salário mínimo e salários com reajuste acima da inflação
• 13º Salário
• Férias
•  1/3 de férias
• Jornada de trabalho de 44 horas
•  Horas extras
•  Licença maternidade
• Estabilidade da Gestante
• Saúde e Segurança no Trabalho

Quando se fala em direito do Trabalhador, são os Sindicatos que ainda lutaram por vale-refeição, vale-transporte, cesta básica, PLR – Participação nos Lucros ou Resultados das empresas, salários com reajuste acima da inflação, além de que o profissional tivesse mais segurança e condições dignas de trabalho. Os Sindicatos também são protagonistas na vida do trabalhador brasileiro e isso é comprovado também pela quantidade de serviços que é oferecido pelas entidades sindicais, tais como oferecido pelo Sintracoop.

Nesta jornada de muita luta, nenhuma conquista fora gratuita por espontaneidade dos empregadores. A presença do Sindicato marca a história na vida dos brasileiros, é a máxima que devemos empregar, a dignidade advém na valorização do trabalhador como conquistas salariais , na sua segurança e saúde, no respeito a sua moral e esperança quanto ao seu futuro e de sua família. O Sintracoop na sua história de existência realizou inúmeros projetos que sobrepuseram a muitas categorias.

Não há uma boa sociedade sem um bom sindicato, ou seja, não importa a qual categoria você trabalha, mas é impossível pensar nas relações trabalhistas e mesmo, em conquistas, sem a presença dos sindicatos.

Equipe Sintracoop, 07/07/2018