Campo Grande registra primeiro caso de chikungunya em MS, diz Saúde

mosquitos-aedes-h1Vítima de 34 anos ficou internada em hospital particular e já teve alta.
Outro caso suspeito continua em investigação, segundo Sesau.

 O primeiro caso de chikungunya de Mato Grosso do Sul foi confirmado em Campo Grande nesta sexta-feira (17) pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).Segundo a assessoria de imprensa do órgão, um homem de 34 anos teve a doença confirmada nesta manhã, quando o resultado do exame de sangue foi divulgado. Conforme o órgão, ele esteve em Deodápolis, sul do estado.

O homem ficou internado em um hospital particular da capital sul-mato-grossense. Ele teve alta e já está em casa, na região central de Campo Grande.

Além deste caso confirmado, outros três estavam sendo investigados pela Sesau. Duas das suspeitas foram descartadas após o resultado do exame de sangue e uma continua em investigação.

O médico infectologista Maurício Pompilho, que acompanhou o tratamento do paciente, disse ao G1 que o homem ficou cerca de três semanas internado e teve alta hospitalar para complementar o tratamento em casa. Ainda segundo Pompilho, o paciente tinha dor intensa, febre prolongada e artrite nos joelhos, fato que provocou inchaço e limitação de movimento nas pernas.

Doença
Segundo o Ministério da Saúde, a febre chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti(transmissor da dengue) e o Aedes albopictus os principais vetores.

Os sintomas da febre são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema e costumam durar de três a 10 dias. A letalidade da chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue.

Casos no Brasil
Até o dia 11 de outubro, o Ministério da Saúde registrou 337 casos de febre chikungunya no Brasil, sendo 87 confirmados por critério laboratorial e 250 por critério clínico-epidemiológico. Os casos foram registrados em 15 estados brasileiros.

Do total, são 38 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.

Os outros 299 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Desses casos, chamados de autóctones, 17 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 274 no município de Feira de Santana (BA), sete em Riachão do Jacuípe (BA) e 1 em Matozinhos (MG).

Do G1 MS com informações da TV Morena

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