Agrotóxicos na agricultura estão contaminando a população brasileira

Foto mostra a diferença entre um solo cultivado organicamente (esquerda) e outro que recebeu a adição de adubos químicos ou agrotóxicos ( National Geographic)

Foto mostra a diferença entre um solo cultivado organicamente (esquerda) e outro que recebeu a adição de adubos químicos ou agrotóxicos ( National Geographic)

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Em média, cada pessoa ingere 5,2 litros de veneno por ano, de acordo com dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva, (Abrasco), Conselho Nacional de Saúde Alimentar e Nutricional (Consea) e a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).

Conforme estes órgãos, a intoxicação e contaminação de pessoas e animais, do solo e da água estão comprometendo a qualidade alimentar, a saúde humana e a sustentabilidade de diversos biomas.

Por isso, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), está reunindo especialistas das áreas na sede do Ministério Público da Bahia, localizado no Centro Administrativo da Bahia, com intuito de discutir a atuação do MP brasileiro no combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos.

O evento, gratuito, continua nesta quinta-feira (28) até às18h, no auditório do MP- CAB.

O procurador geral do Trabalho, Luis Camargo, destacou a importância do encontro. “Um evento muito importante que tem como grande objetivo aprofundar o tratamento de uma questão crucial, que atinge não só o trabalhador como toda a sociedade. Os trabalhadores são contaminados diretamente porque utilizam o veneno nas plantações, e a população consome esse alimento contaminado. Queremos articular nossa interação unindo todo o Ministério Público Brasileiro”, disse Camargo.

Quem consome os produtos contaminados podem sentir tontura, fraqueza, dor abdominal, convulsões, além de causar doenças no fígado, rins, anomalias nos fetos e risco de câncer. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o uso do agrotóxico é associado ao aumento da incidência da doença no país.

Luiz Meireles, pesquisador em Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz, e palestrante do evento, explicou o risco da contaminação. “Agrotóxicos são tóxicos na origem, são substâncias que têm a finalidade de matar as pragas e, por conta disso, o estado há de prover condições para que se faça o controle e não haja a exposição da população aos perigos relacionados a essas substâncias”, pontuou. De acordo com Meireles, a Anvisa chegou a monitorar 20 diferentes alimentos que contém agrotóxicos. Os mais contaminados são: morangos, pimentão, tomate e pepino.

A região do Oeste baiano é a mais impactada, e o município de Barreiras tem o maior índice de consumo. “Existe hoje uma situação grave em Barreiras, que é a utilização de um agrotóxico que não é autorizado nem pela Anvisa. Existia uma liminar proibindo a utilização deste produto e foi autorizado recentemente pelo Tribunal de Justiça da Bahia, que a gente entende como um retrocesso, pois atinge toda a região, toda a produção de soja e algodão do Oeste, ou seja existe uma grande chance de chegar ao trabalhador e ao consumidor”, ressaltou Alberto Balazeiro, Procurador Chefe do MP-Bahia.

Para a Promotora de Justiça e presidente do Fórum Estadual de Combate aos Agrotóxicos, o grande problema da sociedade é a falta de informação sobre o assunto, e o descontrole sobre o quanto o consumo do agrotóxico reflete na saúde da população.

“Uma das grandes ações do Fórum é a elaboração de um dossiê que vai mapear os principais lugares do estado que existe o problema. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxico, mas não tem o monitoramento e o controle dos impactos disso. Muitas pessoas têm problema de saúde e sequer sabem que foi fruto do consumo de alimentos com valores de agrotóxicos acima do permitido. Então, a ideia é fazer esse mapeamento, saber o que temos de consumo real de agrotóxico na Bahia, quais os riscos, problemas com a saúde da população e com o meio ambiente”, explica.

A portaria 2914, do Ministério da Saúde estabelece a necessidade de ter a análise de seis em seis meses de 27 produtos. “Na região Oeste do estado, de 10 municípios visitados, nove não fazem esse monitoramento nem dos 27 produtos obrigatórios. A população bebe a água sem saber se está consumindo ou não agrotóxicos”, relata.

Conforme Khoury a principal luta do MP é informar as pessoas sobre a problemática. “A população precisa saber que existe uma cadeia: o animal consome o capim que foi usado o agrotóxico, a população come a carne e se contamina também”, alertou.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Em média, cada pessoa ingere 5,2 litros de veneno por ano, de acordo com dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva, (Abrasco), Conselho Nacional de Saúde Alimentar e Nutricional (Consea) e a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).

Conforme estes órgãos, a intoxicação e contaminação de pessoas e animais, do solo e da água estão comprometendo a qualidade alimentar, a saúde humana e a sustentabilidade de diversos biomas. Por isso, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), está reunindo especialistas das áreas na sede do Ministério Público da Bahia, localizado no Centro Administrativo da Bahia, com intuito de discutir a atuação do MP brasileiro no combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos.

O evento, gratuito, continua nesta quinta-feira (28) até às18h, no auditório do MP- CAB.

O procurador geral do Trabalho, Luis Camargo, destacou a importância do encontro. “Um evento muito importante que tem como grande objetivo aprofundar o tratamento de uma questão crucial, que atinge não só o trabalhador como toda a sociedade. Os trabalhadores são contaminados diretamente porque utilizam o veneno nas plantações, e a população consome esse alimento contaminado. Queremos articular nossa interação unindo todo o Ministério Público Brasileiro”, disse Camargo.

Quem consome os produtos contaminados podem sentir tontura, fraqueza, dor abdominal, convulsões, além de causar doenças no fígado, rins, anomalias nos fetos e risco de câncer.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o uso do agrotóxico é associado ao aumento da incidência da doença no país. Luiz Meireles, Pesquisador em Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz, e palestrante do evento, explicou o risco da contaminação. “Agrotóxicos são tóxicos na origem, são substâncias que têm a finalidade de matar as pragas e, por conta disso, o estado há de prover condições para que se faça o controle e não haja a exposição da população aos perigos relacionados a essas substâncias”, disse.

De acordo com Meireles, a Anvisa chegou a monitorar 20 diferentes alimentos que contém agrotóxicos. Os mais contaminados são: morangos, pimentão, tomate e pepino.

A região do Oeste baiano é a mais impactada, e o município de Barreiras tem o maior índice de consumo. “Existe hoje uma situação grave em Barreiras, que é a utilização de um agrotóxico que não é autorizado nem pela Anvisa. Existia uma liminar proibindo a utilização deste produto e foi autorizado recentemente pelo Tribunal de Justiça da Bahia, que a gente entende como um retrocesso, pois atinge toda a região, toda a produção de soja e algodão do Oeste, ou seja existe uma grande chance de chegar ao trabalhador e ao consumidor”, ressaltou Alberto Balazeiro, Procurador Chefe do MP-Bahia.

Para a Promotora de Justiça e presidente do Fórum Estadual de Combate aos Agrotóxicos, o grande problema da sociedade é a falta de informação sobre o assunto, e o descontrole sobre o quanto o consumo do agrotóxico reflete na saúde da população.

“Uma das grandes ações do Fórum é a elaboração de um dossiê que vai mapear os principais lugares do estado que existe o problema. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxico, mas não tem o monitoramento e o controle dos impactos disso. Muitas pessoas têm problema de saúde e sequer sabem que foi fruto do consumo de alimentos com valores de agrotóxicos acima do permitido. Então, a ideia é fazer esse mapeamento, saber o que temos de consumo real de agrotóxico na Bahia, quais os riscos, problemas com a saúde da população e com o meio ambiente”, explica.

A portaria 2914, do Ministério da Saúde estabelece a necessidade de ter a análise de seis em seis meses de 27 produtos. “Na região Oeste do estado, de 10 municípios visitados, nove não fazem esse monitoramento nem dos 27 produtos obrigatórios. A população bebe a água sem saber se está consumindo ou não agrotóxicos”, relata.

Conforme Khoury a principal luta do MP é informar as pessoas sobre a problemática. “A população precisa saber que existe uma cadeia: o animal consome o capim que foi usado o agrotóxico, a população come a carne e se contamina também”, alertou.

Por Tamyris Machado – JusBrasil

DICA IMPORTANTE:

Coloque 1 colher rasa de bicarbonato numa bacia com 4 litros de água e emerge até 1kg de frutas ou folhas de verduras que caiba em mergulho completo, por uma hora. O agrotóxico sai, depois lave novamente e pode consumir, segundo um estudo de agronomia,  pesquisa e extensão da UEM .

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